As recentes saídas do PSB e PP da base governista deixaram as pautas do Piratini enfraquecidas, pensando nas eleições do dia 4 de outubro. O PDT deve ser o próximo a desembarcar e se aliar ao PT, formando uma frente ampla de esquerda na disputa pelo governo estadual.
O vice-governador Gabriel Souza (MDB) já foi confirmado como pré-candidato governista à sucessão de Eduardo Leite (PSD). Ambos os partidos agora buscam aliados, além de confirmar um pré-candidato a vice-governador.

Foto: Eduardo Rocha/ Fecomércio
O nome mais cotado é o de Ernani Polo (PP), deputado estadual e ex-secretário de Desenvolvimento Econômico. Polo chegou a figurar como postulante ao Piratini pelo próprio PP, mas os Progressistas confirmaram a aliança com o PL de Luciano Zucco e vão indicar o vice-governador em uma chapa de direita.
“Se eventualmente ele tomar uma decisão de migrar para o PSD, é evidentemente um nome que agregaria em nossa chapa”, afirmou Souza. antes de participar do debate na sede da Fecomércio nesta quinta-feira (19).
O vice-governador também abordou a saída de siglas que fizeram parte do governo durante os oito anos de mandato do governo Leite. “Esses partidos (PP, PSB e PDT) ajudaram a construir todo esse processo, que vem desde o governo Sartori. Fiquei com dúvida de como esses partidos vão se comportar no processo eleitoral, ao atacar algo que ajudaram a construir. Essa é a incoerência que eu percebo.”
Souza salienta que, caso PDT e PT não se aliem, o MDB deve conversar com os trabalhistas. “É um partido que está contribuindo com os avanços do Rio Grande do Sul. Mas, não podemos escolher adversários, respeito muito o Edegar [Pretto] e a Juliana [Brizola], afinal, fui colega dos dois na Assembleia Legislativa”, completou.
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