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SINOS, PARANHANA E HORTÊNSIAS

Concessão de rodovias e alternativas a pedágios estão no centro da discussão política na região

Prefeitos e deputados abordaram temas relacionados ao Bloco 1 de concessões

Concessão de rodovias e alternativas a pedágios estão no centro da discussão política na região
Publicado em: 14/11/2025 às 06h:46
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Quando o governador Eduardo Leite (PSD) anunciou o projeto de concessão do Bloco 1, opiniões contrárias começaram a ser referidas por políticos de todas as ideologias. Da esquerda, historicamente contrária a privatizações, à direita liberal, propensa a apoiar parcerias com a iniciativa privada.

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A reclamação comum é a inclusão de 23 pórticos de pedágios no sistema free flow custando R$ 0,21 a cada quilômetro rodado. Outro ponto de discussão é o aporte de R$ 1,5 bilhão do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs).

RS-118 sem pedágio é motivo de polêmica entre oposição e governo do RS | abc+



RS-118 sem pedágio é motivo de polêmica entre oposição e governo do RS

Foto: Juliano Piasentin/GES-Especial

Deputados estaduais argumentam que o dinheiro público não deveria ser investido em obras que serão custeadas pelo usuário por meio dos pedágios. Enquanto prefeitos questionam a localização dos pórticos em áreas urbanas.

Segundo o governo do Estado, os valores do Funrigs precisam ser destinados até 2027. Caso contrário, o dinheiro retorna à União.

Nas próximas duas semanas o governo do Estado promove quatro audiências públicas. As primeiras serão na terça-feira (18), em Gramado e Taquara, às 9h30 e 14h30, respectivamente. Na semana seguinte, dia 25 de novembro, será a vez de Gravataí e Novo Hamburgo sediarem as reuniões, consideradas chave para o futuro das rodovias gaúchas.

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A reportagem conversou com cinco deputados estaduais com atuação na região que compõe o Bloco 1, além de sete prefeitos. As opiniões contrárias à concessão formaram maioria e os políticos indicaram alternativas ao modelo apresentado pela Secretaria da Reconstrução Gaúcha.

Fazem parte da concessão as seguintes rodovias: RS-010 (nova), RS-020, RS-040, RS-115, RS-118, RS-235, RS-239, RS-466 e RS-474. Com três estradas, o Vale do Paranhana é o mais afetado pelo projeto.

O que dizem prefeitos e deputados? 

Gustavo Finck (PP) – O prefeito de Novo Hamburgo comunicou que terá uma agenda na quarta-feira (19) com o Estado. “Não conversamos ainda. Mas, a cidade precisa ser beneficiada, precisamos de acessos ao município na RS-010. Não podemos atrapalhar o nosso crescimento econômico.”

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Leandro Hörlle (PP) – Prefeito de Igrejinha e presidente da Amvag, Hörlle questiona o fato da RS-118 não ser pedagiada. “Vamos pagar essa conta.” Ele também pede mais transparência ao Estado. “Precisamos saber as estimativas de receitas de cada rodovia. Quanto custaria o KM com dois pontos de pedágio na 118?”

Professora Sirlei (Republicanos) – A prefeita de Taquara é direta: “Neste formato inviabiliza o ir e vir das pessoas.” Ela sugere que o Estado utilize o valor que será aportado pelo Funrigs para obras mais urgentes, como a RS-020. “Para que depois se estude uma forma de terceirização com mais calma. Não com o modelo atual de pedágios.”

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Gilberto Gomes (PDT) – O prefeito de Parobé diz que foi pego de surpresa com a notícia da concessão. “Principalmente com esse pedágio na cidade de Parobé. Inviabiliza cidades do entorno, onde as pessoas circularam para trabalhar nas calçadistas.” Gomes é outro favorável ao uso de R$ 1,5 bilhão do Funrigs para obras urgentes.

Volmir Rodrigues (PP) – O prefeito de Sapucaia do Sul sugere um movimento regional para que o dinheiro aportado pelo Funrigs seja utilizado nas melhorias necessárias para a região. “Vamos iniciar um movimento contrário à concessão como ela está. Não existe, é imoral.” Ele se reuniu durante a semana com técnicos do Estado.

Carina Nath (PP) – A prefeita de Sapiranga afirma que a região aguarda obras que possam ajudar e tornar o trânsito mais seguro, especialmente na RS-239. No entanto, diz que não há necessidade de novos pedágios. “Precisamos de obras emergenciais sim, como viadutos, novos acessos, sinalização e novas pistas laterais.”

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Heliomar Franco (PL) – O prefeito de São Leopoldo afirmou que a RS-010 deverá trazer mais mobilidade e qualidade de vida à população que enfrentam o tráfego intenso todos os dias. “São Leopoldo está no coração desse novo corredor de integração que vai ligar nove cidades e impulsionar o crescimento econômico da região.”

Joel Wilhelm (PP) – O deputado sugere que o Estado utilize o valor de R$ 1,5 bilhão para obras mais urgentes nas oito rodovias do Bloco 1, como duplicações e viadutos. “Também é o suficiente para a construção da RS-010”, garante. Ele reforça que considera injusto a RS-118 não receber cobrança. “Não aceitamos que se onere os Vales do Sinos e Paranhana.”

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Miguel Rossetto (PT) – Rossetto afirma é que necessário bloquear o modelo de concessão. “É injusto para a região. Traz um custo econômico e social enorme.” Para o deputado, o valor do Funrigs deveria ser utilizado para as obras. “Pedágios em regiões urbanas não são bem-vindos.” Além dessa ideia, sugere que a Grande Porto Alegre precisa discutir melhorias no transporte público.

Delegado Zucco (Republicanos) – Segundo o deputado, a solução para as rodovias da região já existe. “A EGR, que é uma empresa pública e administra o pedágio de Campo Bom e outras 19 praças com tarifas acessíveis e boa qualidade nas rodovias.” Ele reitera que não há necessidade de concessões. “Se o governo aplicar o R$ 1,5 bilhão, anunciados.”

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Elton Weber (PSB) – O socialista afirma que há meses falou com o deputado Joel sobre o valor de R$ 1,5 bilhão aportado pelo Estado na futura concessão. “Recurso que pode ser utilizado para melhorias, sem nenhuma nova concessão. A população que precisa dizer quais são as necessidades reais.”

Issur Koch (PP) – Professor Issur diz que é necessário mais tempo para a discussão do modelo “Temos diversos investimentos que devem ser feitos com esse valor de R$ 1,5 bilhão que o governo vai aportar. Quando concluir essas obras, aí sim poderemos discutir um modelo de concessão.”

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