A Secretaria de Gestão, Governança e Desburocratização (SMGGD) de Novo Hamburgo passou a ter uma nova comandante interina. A secretária de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Turismo, Daiana Monzon, assumiu cumulativamente as funções da SMGGD na última segunda-feira (17), conforme confirmado pela Prefeitura no final da tarde de quarta-feira (19).

Foto: Eduardo Amaral/GES-Especial
Daiana assume a pasta após o pedido de exoneração da advogada Andrea Schneider Pascoal, que deixou o cargo na sexta-feira (14), em ofício endereçado ao prefeito Gustavo Finck (PP).
Continuidade e alinhamento da gestão
A Prefeitura informou, por meio de nota enviada à reportagem, que a secretária Daiana Monzon permanece à frente do Desenvolvimento Econômico e, interinamente, assume o desafio da Desburocratização.
“Durante esta atuação interina, ela acompanhará as demandas da SMGGD para assegurar a continuidade das atividades da pasta e o alinhamento com as prioridades da gestão, mantendo a regularidade dos serviços e o andamento dos projetos em curso”, diz o comunicado oficial.
A expectativa é que o novo titular da Secretaria de Gestão, Governança e Desburocratização seja anunciado ainda no mês de novembro.
Saída do braço direito
A saída de Andrea Pascoal representa a perda de um nome considerado estratégico na administração de Gustavo Finck. Ela não apenas liderou o processo de transição de governo, como também foi um dos primeiros nomes do alto escalão a ser anunciada pelo prefeito, ainda em 2024.
Em declarações anteriores ao ABCmais, o prefeito chegou a classificar Andrea, ao lado do vice-prefeito Gerson Haas (PL), como peça com um “papel igualmente estratégico”, referindo-se aos dois como seu “braço direito” na detalhamento das metas de governo.
Turbulências
A mudança ocorre em uma semana de turbulência política para a administração municipal. O prefeito Gustavo Finck se tornou réu em uma ação popular que questiona supostas irregularidades na licença de instalação de uma loja da Havan na cidade. Embora Finck defenda a legalidade do processo, afirmando que “não há nada obscuro na vinda da Havan”, o caso tem gerado desgaste político.