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POLÍCIA NA POLÍTICA

Desacato ou abuso de autoridade: saiba os desdobramentos da conturbada sessão da Câmara de Novo Hamburgo

Vereador do PL deu voz de prisão a líder comunitário alegando que ele o mandou "calar a boca"; eles registraram ocorrências com suas versões e foram liberados

Publicado em: 28/05/2025 às 20h:55 Última atualização: 28/05/2025 às 20h:56
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A confusão que marcou a sessão desta quarta-feira (28) da Câmara Municipal de Novo Hamburgo vai ter desdobramentos na esfera policial. O vereador Juliano Souto (PL) deu voz de prisão para o assessor parlamentar e líder comunitário Diego Corrêa alegando desacato. Já Corrêa diz que foi vítima de abuso de autoridade.

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Polícia Civil vai apurar confusão na Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo | abc+



Polícia Civil vai apurar confusão na Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo

Foto: Joceline Silveira/GES-Especial

A voz de prisão durante a sessão virou bate-boca dentro e fora da Câmara. Primeiro Juliano Souto foi até a Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) registrar ocorrência, seguido de Diego. Cada um registrou sua versão e agora aguardam os desdobramentos da investigação.

Como começou a discussão

O embate entre Souto e Corrêa começou após o vereador reclamar da ausência de público no plenário, dizendo que o projeto em pauta — que autoriza a permuta de terrenos públicos no bairro Canudos com empresas privadas — “é o mais importante de 2025”.

PERFIL: Quem são o vereador e o assessor parlamentar envolvidos na polêmica desta quarta

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Diego Corrêa, que estava em plenário assistindo à sessão, afirmou que a mudança no horário das sessões, aprovada pela própria Câmara, afastou a população. A discussão escalou quando, segundo Souto, Corrêa mandou ele “calar a boca”. Foi neste momento que o parlamentar deu voz de prisão ao assessor e acionou a Guarda Municipal.

A sessão foi suspensa por cerca de 10 minutos. Três agentes da Guarda Municipal reforçaram a segurança e escoltaram Diego Corrêa até a saída do plenário. Na porta da Câmara, mais confusão. Souto acabou saindo do local antes que o líder comunitário.

Vereador Juliano Souto deu voz de prisão a líder comunitário na sessão da Câmara | abc+



Vereador Juliano Souto deu voz de prisão a líder comunitário na sessão da Câmara

Foto: Joceline Silveira/GES-Especial

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Duas versões, duas ocorrências

Juliano Souto registrou ocorrência por desacato, afirmando que o assessor o ofendeu verbalmente e tentou impedir seu exercício parlamentar.

“Ele repetiu a ofensa. O guarda municipal estava com a câmera corporal ligada e registrou tudo. Ele tentou me impedir de falar. Tenho vídeos dele me chamando de ‘vagabundo’ e ‘sem vergonha’ em sessões anteriores. Hoje foi a gota d’água. Ele vem a todas as sessões para xingar vereadores”, declarou Souto.

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O vereador foi à DPPA acompanhado do diretor-geral da Câmara, Julio Garcia, na condição de representante jurídico da Casa.

No boletim de ocorrência, Souto afirmou que tem autorização para possuir arma de fogo, mas negou que estivesse armado durante a sessão. Souto diz que não leva arma para a Câmara. O fato de o vereador estar armado foi levantado pela oposição durante a confusão.

Vereador de Novo Hamburgo dá voz de prisão a homem que acompanhava a sessão da Câmara
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Já a defesa de Diego Corrêa, representada pela advogada Isadora Cunha, afirma que a voz de prisão foi ilegal e pode ser caracterizada como abuso de autoridade.

Uma segunda ocorrência foi registrada por constrangimento ilegal e possível porte de arma por parte de Souto. “Foi dada voz de prisão com base em um fato que não configura crime e em desacordo com a legislação. Além disso, há o relato de que o vereador estaria armado no plenário, o que precisa ser apurado”, explicou a advogada, citando os artigos 9 da lei 13.869/2019 e 146 do Código Penal.

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Vereador dá voz de prisão em plena sessão, mas sai da Câmara antes do "preso"

A advogada pediu que a Polícia Civil investigue a conduta do vereador, citando a suspeita de que ele estaria armado durante a sessão. “Após o relato da vereadora Luciana, ele se retirou do plenário — não sei se foi ao gabinete — e depois retornou”, relatou a advogada.

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A Câmara de Novo Hamburgo ainda não se pronunciou sobre os desdobramentos do episódio. O caso agora está sob investigação da Polícia Civil, que deve analisar imagens das câmeras corporais e do Legislativo e ouvir os envolvidos e testemunhas.

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