Faltando menos de seis meses para as eleições de outubro, o cenário da disputa pelo Piratini, que parecia ter o tabuleiro político definido, ganhou novas peças e perdeu um nome que poderia impactar o jogo. Então pré-candidata a vice-governadora na chapa da federação PSDB/Cidadania, Betty Cirna Lima deixou a disputa ainda na pré-campanha.
A empresária confirmou que vai retornar ao comando do Parque de Exposições Assis Brasil em Esteio e, por consequência, à organização da Expointer.
“Tive que escolher entre um projeto vencedor junto com o Maranata [Marcelo, pré-candidato a governador], que é uma pessoa muito correta e competente, para o governo do Estado, e um chamamento de diversos representantes de peso do agronegócio e dos copromotores da Expointer”, explicou Betty.

Foto: Juliano Piasentin/GES-Especial
Ela reforça que a decisão foi difícil e mexeu com o seu coração. “Essas pessoas [que pediram o retorno] são do grupo ao qual pertenço e que me trouxeram até aqui.” Questionada sobre os motivos que a levaram a sair da corrida eleitoral, Betty diz que levou em conta o reconhecimento ao seu trabalho. “Foi um chamamento muito consistente e expressivo.”
Apesar da saída de Betty, o PSDB publicou uma nota reiterando que a pré-candidatura de Marcelo Maranata está mantida. “A pré-campanha vem em uma crescente nas pesquisas e tem o apoio garantido da nacional.”
No que se refere ao novo nome para compor a chapa, a indicação será discutida junto ao Cidadania, com a decisão anunciada nos próximos dias.
Novos nomes
Sobre os novos nomes, dois partidos de esquerda confirmaram suas pré-candidaturas ao Piratini: PSTU e Unidade Popular pelo Socialismo (UP).
A pré-candidatura do PSTU, com chapa pura (sem coligação confirmada), traz o nome de Rejane Oliveira. Ex-presidente do Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (Cpers), a professora colocou o nome à disposição do partido para concorrer.
Atualmente é dirigente da Central Sindical e Popular Conlutas (CSP-Conlutas). Um manifesto foi publicado pela sigla, criticando os governos de Eduardo Leite (PSD) e Lula (PT).
O documento também defende a reestatização da CEEE e Corsan, privatizadas nas gestões de Eduardo Leite. A proposta também aborda o cancelamento da dívida pública do estado com a União e a aplicação imediata dos percentuais constitucionais do orçamento (12% em saúde e 25% na educação).
Já a UP lançou Priscila Voigt como pré-candidata. Ela é presidente estadual do partido e foi uma das coordenadoras da Ocupação Lanceiros Negros. A sigla surgiu em 2016 se dizendo um projeto político nacional voltado aos trabalhadores.
Psol confirma apoio
Nesta terça-feira (21) a executiva estadual do Psol se reuniu em Porto Alegre para definir sua posição no tabuleiro eleitoral gaúcho. Com Manuela D’Ávila confirmada como pré-candidata ao Senado, a direção definiu que dará apoio crítico à pré-candidatura de Juliana Brizola (PDT).
Isso siginifica que, apesar de compartilhar a mesma chapa, compondo a frente política com putros seis partidos (PDT, PT, PSB, PCdoB, PV e Rede), não vai participar de um eventual governo em caso de vitória nas urnas, mantendo a independência da sigla.
Um documento com exigências pragmáticas para entrar na coligação será entregue nesta quarta-feira (22) à Juliana Brizola. Entre as solicitações está o compromisso do PDT em não privatizar nenhuma estatal do Estado.
O Psol foi o partido da coligação que manteve maior distância do PDT durante as negociações que seleram a saída de Edegar Pretto da disputa pelo Piratini, justamente por discordar da participação trabalhista no governo Leite. Apesar disso, tem em Pedro Ruas um brizolista assumido e convicto.
O nome do vereador da capital chegou a ser cogitado para ser pré-candidato do partido ao governo estadual em caso de candidatura própria. Essa é a segunda vez que a sigla abre mão de disputar uma eleição com o nome majoritário no Estado.
Como está a pré-campanha?
Com a entrada de mais duas pré-candidatas, a pré-campanha ao governo do Estado conta agora com seis postulantes ao Piratini, sendo três mulheres e três homens: Gabriel Souza (MDB), Juliana Brizola (PDT), Luciano Zucco (PL), Marcelo Maranata (PSDB), Rejane Oliveira (PSTU) e Priscila Voigt (UP).
Entre os dias 20 de julho e 5 de agosto os partidos devem oficializar seus escolhidos. Na sequência, precisam registrar o nome na Justiça Eleitoral.
A campanha eleitoral de fato começa apenas em agosto. As eleições estão marcadas para os dias 4 (1º turno) e 25 (2º turno) de outubro.
LEIA TAMBÉM