O diretor-geral da Comur, Fábio Tomasiak, apresentou na manhã desta segunda-feira (20) as mudanças propostas pela Prefeitura de Novo Hamburgo no estacionamento rotativo do município.
As alterações, publicadas primeiro no Jornal NH, passam pelo valor, unificação de zonas e isenções aos sábados e em horário de almoço estipulado.

Foto: Daniele Souza/CMNH
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A explicação ocorreu durante reunião da Comissão de Obras, Serviços Públicos, Mobilidade e Urbanismo (COOSP) na Câmara de Vereadores e contou com a participação de representantes de entidades como CDL, ACI e Sindilojas.
Os vereadores Cristiano Coller (PP), Enio Brizola (PT), Éliton Ávila (Podemos), Felipe Kuhn Braun (PSDB), Giovani Caju (PP), Ito Luciano (Podemos), Juliano Souto (PL), Professora Luciana Martins (PT) e Ricardo Ritter, Ica (MDB) também participaram.
“O estacionamento rotativo é um serviço que ninguém quer, mas todos precisam”, avaliou Tomasiak.
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Segundo o diretor-geral, a redução do movimento na região central da cidade não é explicada apenas pela cobrança. “É um movimento da economia local, não apenas de Novo Hamburgo.”
Cristiano Coller reforçou que saiu da reunião com sensação de dever cumprido e salientou a criação de uma Comissão Especial para discutir o Centro no Legislativo.
A comissão foi aprovada na última sessão e foi oficializada nesta segunda-feira. “Saio daqui com sensação de dever cumprido. Por ver a movimentação na Câmara.”
Surpresa
Vice-presidente da CDL de Novo Hamburgo, Jorge Stoffel, foi pego de surpresa com a proposta da Prefeitura. Ele diz que não havia sido comunicado sobre o planejamento para o rotativo e ficou sabendo apenas pelo jornal, com o detalhamento durante a reunião previamente agendada no Legislativo.
“Não tinha conhecimento destas propostas para implementação imediata. No entanto, [as alterações] não atendem o que necessitamos de melhorias na região do rotativo digital”
Stoffel esclarece que para os comerciantes, o valor único de R$ 2,50 pode tornar a presença de clientes ainda mais difícil. “Pedimos que não se coloque nada em votação antes que possamos entregar uma contraproposta oficial, que represente os lojistas.”
Atualmente dividida em zona azul e zona verde, custando o mínimo de R$ 2,40 e R$ 1,20 respectivamente, as áreas de estacionamento seriam unificadas. “Era um pedido nosso, mas que o valor cobrado ficasse abaixo dos R$ 2, como acontece em São Leopoldo, por exemplo”, confirma o vice-presidente da CDL, que representou o coletivo de entidades na tribuna do Legislativo.
Sobre o modelo proposto, Tomasiak afirmou que o tempo de tolerância solicitado pelos empresários, de 20 minutos, tornaria o rotativo insustentável. “Cogitamos os 20 minutos, mas isso iria impactar muito. Não seria sustentável, já que o serviço precisa se pagar.”
Questionado sobre o horário de isenção entre 11h30 e 12h30, diz que foi um esforço da Comur. “É nosso horário mais lucrativo, com mais movimento no Centro.”
Projeto pronto
O diretor-geral salienta que um Projeto de Lei com as proposições já foi elaborado pelo Executivo. “Está pronto para ser enviado à Câmara de Vereadores. É uma decisão que vai partir do Executivo, se protocola da forma como está ou aguarda a contraproposta das entidades do setor.”
Tomasiak diz entender que ouvir as entidades seja o melhor caminho, mas reitera que a decisão não pode tardar. “Não podemos demorar. Já se passou muito tempo, o trabalho é muito complexo. Não escolhemos valores com base em sorteio. As alterações são feitas com base em estudos, que foram realizados e eles demoram”, completa.
Questionamentos e tempo de espera
Os vereadores presentes questionaram o tempo de espera entre o início do governo e a proposta apresentada. “Lamento ter discutido com a Comur em fevereiro de 2025 e o Executivo não ter encaminhado nada até aqui”, disse Felipe Kuhn Braun, lembrando que alterações no sistema de estacionamento havia sido uma promessa de campanha do prefeito Gustavo Finck (PP) nas eleições de 2024.
Enio Brizola e Professora Luciana Martins também não concordaram com a proposição da Prefeitura. “Não é atrativa, é uma compensação”, avalia Brizola. “Qual é o impacto financeiro destas mudanças? Política não se faz apenas com discurso”, complementa Luciana.
Presidente do Legislativo, Juliano Souto (PL), propôs que as entidades representativas do comércio hamburguense elaborem uma contraposta e apresente em reunião na Câmara de Vereadores e os parlamentares atuem na interlocução. “A indignação de vocês [empresários] é a mesma nossa. Todos sabem o problema”, finaliza.
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