Anunciado no dia 8 de março, o retorno do Centro de Referência da Mulher (CRM) está próximo de ser concretizado em Novo Hamburgo. A Secretaria da Saúde (SMS) está em fase de conclusão do contrato de aluguel do imóvel que será utilizado como sede do CRM.
Conforme a titular da SMS, Betina Espindula, responsável por coordenar os trabalhos, a abertura oficial está prevista para ocorrer no final de junho, ainda no primeiro semestre do ano. O local onde CRM será instalado não foi divulgado pela Prefeitura.

Foto: Divulgação/CMNH
No entanto, foi confirmado que a equipe da instituição será formada por psicóloga, enfermeira, assistente social, advogada e auxiliar administrativo. Os profissionais já foram escolhidos e estão em fase de treinamento, enquanto o processo de trabalho interno e em rede, também avança.
Fechado há nove anos, o CRM será vinculado à SMS. No início de fevereiro, um abaixo-assinado foi proposto pelo coletivo Mulheres Quebrando Tabus. A iniciativa contou com apoio da bancada feminina da Câmara de Vereadores.
“Até o dia 7 de abril o Rio Grande do Sul já soma 27 feminicídios. Isso representa um aumento de 50% em relação ao mesmo período do ano passado”, lamentou a vereadora Deza Guerreiro (PP) na Sessão Ordinária desta quarta-feira (8) na Câmara de Vereadores.
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A terça-feira (7) também ficou marcada pelo segundo femicídio consumado em 2026 na cidade de Novo Hamburgo. A vítima, Veridiana de Barros Alves, 43 anos, foi morta a facada pelo marido, Rudinei Vieira da Silva, 32 anos. “Não são apenas números, são histórias interrompidas. São filhos que ficam”, reforça Deza.
Importância da denúncia
A vereadora ressalta a importância da denúncia no âmbito da violência doméstica, por isso a necessidade da instalação do CRM no município. “A maioria destas mulheres foi assassinada dentro de casa, local que deveria ser o mais seguro. Por isso, é necessário falar de denúncia. Denúncias podem salvar vidas. Em briga de marido e mulher, sim, se mete a colher”, completa.
A implementação do CRM estava prevista apenas para 2027 de acordo com Plano Plurianual (PPA 2026-2029) apresentado em 2025. Uma audiência pública na Câmara de Vereadores, proposta pela Comissão de Direitos Humanos (Codir) e pela Procuradoria Especial da Mulher, apontou fragilidades na rede de apoio, dando maior voz à necessidade.
O que é o CRM?
O serviço visa oferecer um espaço de escuta, acolhimento e reflexão sobre o momento vivido, com cuidado e apoio para que a mulher se sinta segura. Trata-se de uma atividade de proteção e fortalecimento das mulheres, visando apoiá-las no processo de rompimento do ciclo de violência.
Mulheres poderão procurar o centro por demanda espontânea e também poderão ser encaminhadas por outros serviços municipais. Há uma negociação com o Judiciário para que equipes do CRM sejam comunicadas sempre que houver a inclusão de medidas protetivas no município.
Atualmente, os antedimentos às mulheres ocorrem por meio da Central de Ingresso de Denúncias, pelo telefone (51) 99866-9378. O poder público também pode ser acionado via CREAS: (51) 3097-9482.
SILÊNCIO APRISIONA. INFORMAÇÃO LIBERTA. DENUNCIE! LIGUE 180.
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