“A gente quer mostrar que, quando der merda, a culpa é deles”, disse o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) ao defender a adoção da escala 4×3 em um vídeo. A proposta era uma manobra para evitar que o fim da 6×1 fosse aprovado pela Câmara dos Deputados.

Foto: Nikolas Ferreira/Redes sociais/Reprodução
O vídeo, publicado ainda na terça-feira (26), mostrava o deputado explicando a estratégia adotada. Segundo ele, a proposta da escala 4×3 adotaria que as horas semanais fossem trabalhadas em 4 dias de maneira flexibilizada, podendo ser algo acordado entre trabalhador e empregado. Nikolas Ferreira ainda afirmou que o trabalhador poderia fazer a mesma carga horária em menos dias, caso quisesse.
“Aqui está o resumo do que nós vamos fazer: apoiar o ‘horas trabalhadas e horas recebidas’. Se não passar, a gente vai colocar a escala 4×3 e eu quero ver o PT botando a sua digital lá e aprovando para quebrar o País”, afirmou.
“Se o PT for contra a escala 4×3 só vai mostrar que, mais do que nunca, é só uma medida eleitoreira e eles sabem que vai quebrar o Brasil. Mas se eles concordarem, e a escala 4×3 ficar vigente no outro dia… aí, de fato, o País quebra”, continuou.
Ainda durante o vídeo, o deputado chamou medidas, que categorizou como “da esquerda”, como “migalhas” para a população.
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“Querem que a gente vote ao contrário”
Já na escala 5×2, a pessoa irá trabalhar 40 horas em 5 dias para folgar dois, diminuindo também a carga horária que antes era de 44. Sobre a proposta para o fim da 6×1, aprovada pela Câmara dos Deputados na noite de quarta, o deputado afirmou que “eles estão vendendo a ideia de que isso vai dar impacto nenhum e que, enfim, a coisa vai ‘correr tudo bem’”.
“Afinal de contas, se der errado, eles vão botar a culpa em qualquer um, menos neles. Porque eles querem que a gente vote ao contrário, que a gente fique mal com o trabalhador. Entra em vigência e tá tudo bem, tá tudo certo”, continuou.
A PEC que promete o fim da escala 6×1 e a adoção da 5×2 avançou no Senado na noite de quarta-feira. Agora, ela vai para o Senado federal para dar continuidade ao processo da tramitação.