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LEGISLATIVO

Moradores de município da região terão tarifas suspensas em caso de irregularidades na água da Corsan; entenda

Projeto de lei foi aprovado pela Câmara de Vereadores de Campo Bom e aguarda sanção do prefeito Giovani Feltes

Moradores de município da região terão tarifas suspensas em caso de irregularidades na água da Corsan; entenda
Publicado em: 19/05/2026 às 07h:02 Última atualização: 18/05/2026 às 19h:26
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Moradores de Campo Bom e de outros municípios do Vale do Sinos e Vale do Paranhana conviveram ao longo do mês de abril e início de maio com problemas relacionados à captação da água no Rio dos Sinos. A cor escura chamava a atenção de quem abria as torneiras. Em alguns casos, consumidores relataram odor no líquido, impossibilitando o consumo.

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A Corsan/Aegea, responsável pelo saneamento em 317 municípios gaúchos, comunicou que a alteração no gosto e no odor da água foi causada pela proliferação de algas no Rio dos Sinos. Para reduzir os efeitos, as estações de tratamento passaram a utilizar carvão ativado, que atua na remoção das substâncias responsáveis pelas alterações sensoriais.

Câmara de Campo Bom aprovou projeto de lei que vai isentar cobranças da Corsan em caso de falta de água e falta de potabilidade  | abc+



Câmara de Campo Bom aprovou projeto de lei que vai isentar cobranças da Corsan em caso de falta de água e falta de potabilidade

Foto: CMCB/ Divulgação

Apesar das medidas, os 11 vereadores de Campo Bom assinaram um projeto de lei para que a tarifa de água seja cobrada apenas quando o serviço for prestado de forma eficiente. Foi criado um mecanismo administrativo permitindo que a Prefeitura Municipal possa determinar a suspensão da cobrança sempre que constadas irregularidades.

A prestação do serviço é considerada inadequada quando houver descontinuidade ou interrupção no fornecimento da água, fornecimento fora dos padrões de potabilidade e descumprimento das normas técnicas, contratuais e regulatórias.

Ao constatar o problema, o Executivo poderá suspender total ou parcialmente a cobrança da tarifa. A aplicação da medida pode ser efetuada de forma geral ou restrita às áreas afetadas.

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“Essa lei surgiu a partir do descontentamento da comunidade quanto ao serviço da Corsan”, explicou o vereador Professor Jeferson Nunes (PDT). A lei aprovada por unanimidade no Legislativo mantém a fiscalização sob responsabilidade da Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento (Agesan-RS) e da Vigilância Sanitária.

A constação das irregularidades será realizada com base em laudos técnicos, relatórios da entidade reguladora, notificações de autoridades sanitárias, registros formais e reiterados de reclamações dos usuários. “Ela [lei] traz órgãos de fiscalização para nos ajudar a detectar a potabilidade da água. A população até entende a falta de água, o que não aceita é a questão da qualidade”, reforça o vereador.

Prazo para ser sancionada

Mesmo que tenha sido aprovada no final de abril, a lei ainda não foi sancionada pelo prefeito Giovani Feltes (MDB). “Acreditamos que será sancionada. Já conversamos com o prefeito que nos disse que vai sancionar”, reitera o Nunes

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O prazo para sanção ou veto é de 60 dias após a aprovação do projeto de lei.

O que diz a Corsan

Segundo a Corsan, a água distribuida nunca deixou de ser potável, sendo própria para consumo e dentro dos padrões de potabilidade, sem presença de toxinas. No que se refere ao projeto aprovado, a empresa esclarece que não foi formalmente notificada a respeito do tema. Por essa razão, não irá se manifestar neste momento.

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