Após a condenação do ex-presidente do Brasil Jair Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro publicou um vídeo nas redes sociais onde critica quem “acha que vai se beneficiar” com isso, o Supremo Tribunal Federal (STF) e Alexandre de Moraes. Ele também comparou a decisão com o fuzilamento de pessoas e os ministros com Hitler e outros, afirmando que as pessoas “nunca estudaram história”. (Veja o vídeo no final da matéria)
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Foto: Redes Sociais/Reprodução
Na quinta-feira (11), por 4 votos a 1, Bolsonaro e outros sete réus foram condenados pela Primeira Turma do STF, pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração do patrimônio tombado. A pena do ex-presidente foi definida em 27 anos e três meses de prisão.
“As pessoas que acham que vão tomar algum benefício dessa condenação do Bolsonaro, que acham que vão ter um caminho livre pra fazer política, elas acham que o Alexandre de Moraes e STF vão voltar pra casinha, vão voltar a ser guardiões da constituição”, começou.
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O deputado também comparou a condenação do pai com o assassinato de pessoas contrárias aos regimes de ditadores, como o Hitler. “Eu acho que nunca estudaram história”, disse.
“Você imagina o Stalin, o Hitler, o Mao Tsé-Tung, Che Guevara e Fidel Castro, falando ‘não, a gente só fuzilou no paredão 100 mil pessoas, mas agora a gente vai voltar pro normal'”, completou. “Ou então, acha que nunca haverá um conflito. Que sempre haverá uma convergência de interesses 100% com o Alexandre de Moraes.”
Ao final do vídeo, Eduardo Bolsonaro também falou sobre ter um “aliado mais poderoso do mundo” ao lado. “Eu dou graças a Deus que a gente tem um aliado mais poderoso do mundo do nosso lado e a gente vai virar esse jogo, podem ter certeza disso.”
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Quando as prisões vão acontecer
Apesar da definição do tempo de condenação, Bolsonaro e os demais réus não vão ser presos imediatamente. Eles ainda podem recorrer da decisão e tentar reverter as condenações. Somente se os eventuais recursos forem rejeitados, as prisões poderão ser efetivadas.
Confira as penas definidas para os condenados:
- Jair Bolsonaro – ex-presidente da República: 27 anos e três meses;
- Walter Braga Netto – ex-ministro de Bolsonaro e candidato a vice-presidente na chapa de 2022: 26 anos;
- Almir Garnier – ex-comandante da Marinha: 24 anos;
- Anderson Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal: 24 anos;
- Augusto Heleno – ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI): 21 anos;
- Paulo Sérgio Nogueira – ex-ministro da Defesa: 19 anos;
- Mauro Cid – ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. 2 anos em regime aberto e garantia de liberdade pela delação premiada;
- Alexandre Ramagem – ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin): 16 anos, um mês e 15 dias.
Ramagem foi condenado somente pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.
Ele é deputado federal e teve parte das acusações suspensas. A medida vale para os crimes de dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima e deterioração de patrimônio tombado, ambos relacionados aos atos golpistas de 8 de janeiro.
Assista ao vídeo publicado por Eduardo Bolsonaro:
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