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ELEIÇÕES 2026

"Polarização vai esvaziar o centro": Especialista avalia impactos da união entre Juliana Brizola e Edegar Pretto

Agora a chapa conta com sete partidos de centro-esquerda: PDT, PT, Psol, PSB, PV, PCdoB e Rede

"Polarização vai esvaziar o centro": Especialista avalia impactos da união entre Juliana Brizola e Edegar Pretto
Publicado em: 16/04/2026 às 15h:49 Última atualização: 16/04/2026 às 15h:50
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Na manhã desta quinta-feira (16) Edegar Pretto (PT) anunciou que será vice-governador na chapa conduzida por Juliana Brizola (PDT) na posição de pré-candidata a governadora. A decisão ocorreu uma semana após Pretto abrir mão de sua pré-candidatura ao Piratini por orientação da executiva nacional do PT em prol da reeleição de Lula (PT) presidência da República. 

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Agora a chapa conta com sete partidos de centro-esquerda:  PDT, PT, Psol, PSB, PV, PCdoB e Rede.

Juliana Brizola (PDT) e Edegar Pretto (PT) vão compor chapa na disputa pelo Piratini  | abc+



Juliana Brizola (PDT) e Edegar Pretto (PT) vão compor chapa na disputa pelo Piratini

Foto: Reprodução/Redes Sociais e Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Para o professor da Universidade Feevale e Doutor em Ciência Política, Everton Rodrigo Santos, a confirmação de Edegar Pretto como vice-governador é o resultado de uma movimentação nacional causada pela polarização entre lulismo e bolsonarismo.

“Isso foi imposto no Rio Grande do Sul. PT e PDT estão compondo um campo de centro-esquerda para disputar com o Bolsonarismo, representado pelo Zucco”, explica Santos, se referindo ao pré-candidato a governador, Luciano Zucco (PL).

A aliança é vista como uma reorganização da esquerda não só no Estado, mas como no país e mostra uma mudança no perfil do PT. “Sempre foi um partido hegemônico. A união é uma estratégia de contenção de danos com o objetivo claro de não deixar a extrema-direita avançar no Brasil.”

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Questionado se Pretto vai conseguir mobilizar a militância petista, Santos afirma que essa é uma questão em aberto. “O PT vai ter que entrar na campanha.”

No outro lado, Zucco deve manter a mesma tática e deverá tentar associar Juliana Brizola e o PT nos ataques. “O bolsonarismo é um grande agitador, mas não é bom gestor”, completa.

A disputa que coloca frente a frente duas alianças com partidos representativos na esquerda e direita também pode isolar ainda mais a pré-candidatura de Gabriel Souza (MDB). “Apesar de o Rio Grande do Sul ter tradição de supresas em eleições, a polarização vai esvaziar o centro.” 

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