Na manhã desta quinta-feira (16) Edegar Pretto (PT) anunciou que será vice-governador na chapa conduzida por Juliana Brizola (PDT) na posição de pré-candidata a governadora. A decisão ocorreu uma semana após Pretto abrir mão de sua pré-candidatura ao Piratini por orientação da executiva nacional do PT em prol da reeleição de Lula (PT) presidência da República.
Agora a chapa conta com sete partidos de centro-esquerda: PDT, PT, Psol, PSB, PV, PCdoB e Rede.

Foto: Reprodução/Redes Sociais e Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Para o professor da Universidade Feevale e Doutor em Ciência Política, Everton Rodrigo Santos, a confirmação de Edegar Pretto como vice-governador é o resultado de uma movimentação nacional causada pela polarização entre lulismo e bolsonarismo.
“Isso foi imposto no Rio Grande do Sul. PT e PDT estão compondo um campo de centro-esquerda para disputar com o Bolsonarismo, representado pelo Zucco”, explica Santos, se referindo ao pré-candidato a governador, Luciano Zucco (PL).
A aliança é vista como uma reorganização da esquerda não só no Estado, mas como no país e mostra uma mudança no perfil do PT. “Sempre foi um partido hegemônico. A união é uma estratégia de contenção de danos com o objetivo claro de não deixar a extrema-direita avançar no Brasil.”
Questionado se Pretto vai conseguir mobilizar a militância petista, Santos afirma que essa é uma questão em aberto. “O PT vai ter que entrar na campanha.”
No outro lado, Zucco deve manter a mesma tática e deverá tentar associar Juliana Brizola e o PT nos ataques. “O bolsonarismo é um grande agitador, mas não é bom gestor”, completa.
A disputa que coloca frente a frente duas alianças com partidos representativos na esquerda e direita também pode isolar ainda mais a pré-candidatura de Gabriel Souza (MDB). “Apesar de o Rio Grande do Sul ter tradição de supresas em eleições, a polarização vai esvaziar o centro.”
LEIA TAMBÉM