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Pré-candidatos a vice-governador divergem sobre saúde, educação e segurança em debate na Federasul

Debate na sede da Federasul, nesta quarta-feira (17), serviu para ouvir quem pode ser vice-governador do Estado

Publicado em: 17/06/2026 às 17h:26 Última atualização: 17/06/2026 às 17h:27
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Uma semana após o encontro entre os pré-candidatos ao governo do Rio Grande do Sul, a sede da Federasul recebeu, nesta quarta-feira (17), os pré-candidatos a vice-governador do Estado. Participaram do debate Cláudio Diaz (PSDB), Edegar Pretto (PT), Ernani Polo (PSD) e Silvana Covatti (PP), que apresentaram propostas e divergiram sobre temas como saúde, educação, segurança pública e atração de investimentos.

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Pré-candidatos a vice de coligações mais bem colocadas nas pesquisas foram ouvidos | abc+



Pré-candidatos a vice de coligações mais bem colocadas nas pesquisas foram ouvidos

Foto: Sérgio Gonzalez/Divulgação

A saúde foi um dos primeiros temas abordados. Ao defender os resultados da atual gestão estadual, Ernani Polo, pré-candidato a vice de Gabriel Souza, destacou a regularização dos repasses ao setor hospitalar e os investimentos realizados nos últimos anos. “Vivíamos um momento difícil, mas liquidamos as dívidas com os hospitais e investimos em equipamentos e programas”, afirmou. Polo acrescentou que o próximo desafio será ampliar os recursos destinados à área. “Precisamos atingir os 12% para a saúde, mas para isso também precisamos resolver os problemas de endividamento”, disse.

Em contraponto, Cláudio Diaz, pré-candidato a vice de Marcelo Maranata, avaliou que os problemas enfrentados pelos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) evidenciam falhas na gestão pública. “As filas do SUS gaúcho refletem a inexistência de políticas públicas eficientes”, afirmou.

Na segurança pública, os pré-candidatos defenderam medidas distintas para reduzir os índices de criminalidade. Polo apostou na tecnologia como ferramenta de prevenção. “Queremos trazer a inteligência artificial para antecipar e identificar crimes”, afirmou. Segundo ele, o combate à violência também passa pela educação. “No feminicídio, precisamos avançar com políticas educacionais nas escolas.”

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Silvana Covatti destacou a necessidade de ampliar as ações de proteção às mulheres e às famílias. “Como mulher e mãe, é inadmissível ter essa quantidade de feminicídios, a insegurança dos nossos filhos e também dos empreendedores”, afirmou. Segundo ela, uma eventual gestão ao lado de Luciano Zucco buscará ampliar parcerias com a iniciativa privada e investir em mecanismos de monitoramento. “Queremos reduzir esses indicadores com mais tecnologia e monitoramento por tornozeleiras.”

Educação e investimentos

A educação provocou o principal embate do encontro. Edegar Pretto defendeu investimentos em infraestrutura e valorização dos profissionais da área. “Não estamos dando as condições necessárias para nossos estudantes e professores. Precisamos melhorar a estrutura das escolas, valorizar os profissionais e fortalecer a educação profissionalizante”, afirmou.

Diaz criticou o que classificou como influência ideológica nas salas de aula. “Sou contra a educação ideológica. Não aceito que as escolas formem guerrilheiros e militância”, declarou.

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A fala provocou reação imediata de Pretto, que classificou a afirmação como desinformação. “Isso é fake news. O senhor ofende aqueles que tentam ensinar nossos jovens. Essa onda de fake news, de ódio e de rancor precisa ser abandonada”, respondeu.

Ao abordar o ambiente de negócios e a atração de investimentos, os pré-candidatos defenderam a manutenção da competitividade do Estado. Pretto afirmou que uma eventual gestão liderada por Juliana Brizola dará segurança aos empreendimentos já instalados no Rio Grande do Sul. “Estivemos na CMPC e ela tem total apoio nosso. São bilhões de reais em investimentos e vamos lutar para manter essa e outras empresas no Estado”, disse.

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Representando a continuidade da atual gestão, Polo afirmou que o governo tem trabalhado para preservar a confiança dos investidores. “O governo está focado em manter os investimentos e garantir que novos empreendimentos continuem chegando ao Rio Grande do Sul”, afirmou.

Já Diaz relacionou os desafios econômicos à situação da educação gaúcha. “A educação do Rio Grande do Sul já foi modelo e hoje alcança níveis dramáticos. O que me preocupa é ver 50 mil jovens buscando melhores condições em outros Estados”, afirmou. Segundo ele, a origem do problema está na condução das políticas educacionais. “Estamos pagando a conta disso hoje.”

Na mesma discussão, Silvana defendeu mudanças nas regras de progressão escolar. “Vamos revogar a portaria que permite ao aluno passar de ano mesmo com dependência em quatro matérias”, afirmou.

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