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PARA DEFINIR

Projeto que muda aposentadoria e pensões do funcionalismo volta à pauta na Câmara de Novo Hamburgo

Sessão está marcada para as 14h e promete novo embate entre governo e servidores; emenda à Lei Orgânica precisa de dez votos favoráveis para ser aprovada em definitivo

Publicado em: 31/10/2025 às 17h:22 Última atualização: 31/10/2025 às 17h:24
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A Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo deve concluir nesta segunda-feira (3) a votação do projeto que altera as regras de aposentadoria e pensão por morte dos servidores municipais. A sessão, marcada para as 14h, deve repetir o clima tenso da última quarta-feira (29), quando o texto — de autoria do Executivo — foi aprovado em primeiro turno por 10 votos a 4, em meio a debates acalorados, protestos de servidores e plenário lotado.

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O presidente Cristiano Coller (PP) e o vereador Felipe Kuhn Braun (PSDB) - em pé- ambos surpreenderam ao votar contra o projeto do governo. | abc+



O presidente Cristiano Coller (PP) e o vereador Felipe Kuhn Braun (PSDB) – em pé- ambos surpreenderam ao votar contra o projeto do governo.

Foto: Divulgação: Moris Musskopf/CMNH

Embora o prefeito Gustavo Finck (PP) conte com maioria na Casa, o projeto divide opiniões até entre os parlamentares da base. Na primeira votação, dois vereadores alinhados ao governo surpreenderam ao votar contra: o presidente da Câmara, Cristiano Coller (PP) — do mesmo partido do prefeito e considerado um dos principais interlocutores do governo no Legislativo— e Felipe Kuhn Braun (PSDB). Eles se somaram aos petistas Enio Brizola e Professora Luciana Martins na ala contrária à proposta.

O vereador Brizola disse acreditar que ainda há espaço para mudança de posição entre os colegas. “Estou otimista que outros vereadores reavaliem seus votos”, afirmou após a primeira votação.

Conforme o regimento interno, mudanças na Lei Orgânica exigem apoio de pelo menos 10 dos 14 vereadores para aprovação definitiva.

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O que muda

Encaminhado pelo governo Finck, o Projeto de Emenda à Lei Orgânica (Pelom) nº 2/2025 adequa a legislação municipal às normas da reforma da previdência nacional (Emenda Constitucional nº 103/2019), segundo o Executivo. A proposta altera os artigos 82 e 84 da Lei Orgânica Municipal e traz mudanças profundas nas regras de aposentadoria e pensão dos servidores.

Hoje, a Lei Orgânica define de forma detalhada os direitos previdenciários. No caso de pensão por morte, por exemplo, garante pagamento integral dos vencimentos do servidor falecido aos dependentes, reajustes automáticos e manutenção do benefício ao cônjuge em caso de novo casamento. O novo texto retira essas previsões da Lei Orgânica, transferindo a definição dos critérios e valores para Lei Complementar Municipal, que pode ser alterada com quórum menor.

As regras de aposentadoria também mudam. Atualmente, a legislação permite aposentadoria voluntária com 35 anos de serviço para homens e 30 para mulheres, com proventos integrais. O projeto substitui esse modelo por idade mínima, fixando 65 anos para homens e 62 para mulheres. Já a aposentadoria compulsória, hoje aos 70 anos, passará a ser aos 75.

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