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POLÍTICA

Quem é a professora que abordou Gustavo Finck em supermercado para cobrar reajuste

Cena, registrada por volta do meio-dia de quinta-feira, mostra momento de tensão, mas também de firmeza por parte da educadora

Publicado em: 16/05/2025 às 13h:07 Última atualização: 16/05/2025 às 13h:08
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Um vídeo gravado dentro de um supermercado em Novo Hamburgo ganhou repercussão nas redes sociais na quinta-feira (15). Nele, a professora Márcia Araújo de Moraes, de 53 anos, aborda o prefeito Gustavo Finck (PP) para questioná-lo sobre a valorização dos profissionais da educação no Município.

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Nesta semana, o magistério da rede municipal entrou em estado de greve para reivindicar o reajuste salarial anual e a equiparação do vale-alimentação entre os servidores municipais com carga horária de 20 e 40 horas semanais, além do pagamento do piso salarial nacional. 

A cena, registrada por usuário do estabelecimento, mostra um momento de tensão, mas também de firmeza por parte da educadora.

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Professora de educação infantil teve vídeo viralizado após abordar o prefeito dentro de um supermercado | abc+



Professora de educação infantil teve vídeo viralizado após abordar o prefeito dentro de um supermercado

Foto: Reprodução/Redes sociais

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Natural do Vale do Taquari, Márcia atua com a Faixa Etária Três em uma escola de educação infantil no bairro Santo Afonso. Está há oito anos na rede municipal de ensino de Novo Hamburgo, para onde se mudou após ser aprovada em concurso público. Com ela, vieram o marido, que é segurança, e os dois filhos.

“Escolhi Novo Hamburgo porque era uma rede conhecida por valorizar os professores. O que, infelizmente, não está mais acontecendo”, afirma Márcia.

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“Eu queria olhar nos olhos dele”, diz professora

A abordagem ocorreu por volta do meio-dia de quinta, durante o intervalo de almoço, enquanto Márcia fazia compras com uma colega de trabalho. Ao ver o prefeito no local, ela decidiu se aproximar para uma conversa.

“Pensei que ele queria ouvir o povo. Fui até ele, cumprimentei, pois eu queria olhar nos olhos do prefeito para entender o motivo de tanto descaso com a educação de Novo Hamburgo, reconhecida nacionalmente pelos bons resultados, especialmente a educação infantil, da qual falo parte. E todo ano é a mesma novela para garantir algo que é nosso por lei. Todo trabalhador tem direito ao dissídio”, desabafa.

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Segundo a professora, o prefeito foi educado durante a conversa, mas respondeu que a decisão não depende dele e mencionou o decreto de calamidade financeira no Município.

“Não queremos greve, mas está nas mãos dele”

A professora conta que alertou o prefeito sobre a possibilidade de paralisação. “Disse a ele: ‘Prefeito, nós não queremos entrar em greve semana que vem. Isso está nas suas mãos’.”

Márcia reforça que o vídeo não foi algo planejado. “Jamais sairia atrás do prefeito para qualquer coisa. Mas ele é uma figura pública, estava em um lugar público, num horário de bastante movimento. A abordagem foi espontânea. Eu nem percebi que estavam filmando.”

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A gravação, feita por outras educadoras que estavam no supermercado, viralizou logo após ser compartilhada nas redes sociais.

Márcia ainda nega qualquer motivação partidária no ocorrido. “Não tenho nenhuma ligação política. Jamais usaria uma luta tão importante como uma disputa partidária.”

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Ela não descarta, diante do atual cenário, a possibilidade de prestar concurso em outras cidades. “Sempre disse que não sairia de Novo Hamburgo porque acreditava na rede, na pedagogia inclusiva que aqui é aplicada. Mas, sinceramente, hoje eu já não sei mais.”

Caso o impasse continue, Márcia afirmou que, se houver nova assembleia, deve aderir à greve, acompanhada por “95% da escola” onde trabalha.

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Finck diz que cobrança é “normal da população”

Em nota enviada à reportagem, o prefeito afirmou que considera a cobrança da professora legítima: “É uma cobrança normal da população, que está querendo mudanças e defende a sua categoria”, declarou.

“Não é só hoje que a população cobra do prefeito, e isso é muito normal para quem anda na rua junto com a comunidade, que ficou oito anos sem ter um prefeito vivendo as mesmas dores da população”, completou, sem citar diretamente o nome da ex-prefeita Fatima Daudt (MDB), que permaneceu no comando da gestão municipal por dois mandatos.

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