A sessão desta segunda-feira (30) da Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo marcou a posse do suplente Gilvânio José Abreu da Silva, conhecido como Pantio (PP), que assumiu o cargo por 24 horas em razão da licença do vereador e presidente da Casa, Cristiano Coller (PP), que se afastou por motivos particulares. A família e amigos do vereador acompanharam a sessão do plenário.
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Foto: Divulgação: Tatiane Lopes/CMNH
A posse de Pantio não passou despercebida: o agora vereador suplente é investigado por comércio ilegal de armas e munições — crime que prevê pena de 6 a 12 anos de reclusão. Apesar da investigação, ele tomou posse regularmente e prestou o compromisso legal com os demais parlamentares.
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Demandas da comunidade
Em seu pronunciamento na tribuna, Pantio destacou demandas da população do bairro Santo Afonso, onde atua como líder comunitário, e defendeu ações como a fiscalização do descarte irregular de lixo, a revitalização da pintura em toda a extensão da Rua Assunção, a troca de tampas de bocas de lobo e operação tapa-buracos na Rua Solidariedade.
Ele ainda relembrou sua passagem como subsecretário de Obras, cargo do qual foi exonerado pelo prefeito Gustavo Finck (PP) após sua prisão no mês de março.
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Pantio também lamentou que muitas das demandas da comunidade ainda não tenham sido atendidas, em razão dos estragos causados pela enchente de 2024. “Sabemos que há diversos tipos de pedidos. Tenho a percepção de que neste primeiro ano o prefeito está ‘apagando fogo’, lidando com as consequências da catástrofe. A cidade ficou de pernas para o ar”, declarou.
Sucessão e número de votos
Pantio foi o segundo suplente mais votado do Progressistas nas eleições de 2024, com 1.643 votos. Ele assumiu a vaga após o primeiro suplente da legenda, o ex-vereador e comissário da Polícia Civil Inspetor Luz, recusar a convocação por incompatibilidade com o cargo público que ocupa.
Processo tramita na Justiça
Pantio, que assumiu brevemente uma cadeira na Câmara, enfrenta um processo criminal por suposto envolvimento com organização criminosa. Preso preventivamente em março, ele passou quase 30 dias detido até ser solto por decisão do Tribunal de Justiça, em 10 de abril.
Desde então, cumpre medidas cautelares, como não sair da Comarca sem autorização judicial e evitar contato com outros investigados. da Comarca sem autorização judicial, manutenção do endereço atualizado e proibição de contato com os demais investigados.