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NOVO HAMBURGO

Sindicatos tentam nova ação contra desobrigação de portas giratórias em bancos

Encontro entre representantes sindicais, Executivo e vereadores ocorre nesta quinta-feira (17) no Centro Administrativo Leopoldo Petry

Publicado em: 16/07/2025 às 12h:38 Última atualização: 16/07/2025 às 17h:18
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Representantes do Sindicato dos Bancários e Financiários de Novo Hamburgo e Região, e do Sindicato dos Vigilantes de Novo Hamburgo e Região terão uma reunião nesta quinta-feira (17), às 10h, com o prefeito Gustavo Finck (PP), membros do Executivo municipal e vereadores no Centro Administrativo Leopoldo Petry. O objetivo é sensibilizar a Prefeitura para que retire de tramitação o Projeto de Lei nº 40/2025, que propõe o fim da obrigatoriedade das portas giratórias com detectores de metais nas agências bancárias da cidade.

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Portas giratórias estão no centro de uma polêmica em Novo Hamburgo  | abc+



Portas giratórias estão no centro de uma polêmica em Novo Hamburgo

Foto: Juliano Piasentin/ GES-Especial

Projeto vai à votação no fim de julho

A proposta, de autoria do governo municipal, deve ser votada nos dias 28 e 30 de julho, após ter recebido dois pedidos de vista na Câmara de Vereadores. Caso aprovada, a nova legislação revogará uma norma vigente desde 2013, que obriga a instalação dos equipamentos de segurança nas instituições financeiras.

Com a nova redação, a exigência deixaria de valer para agências que utilizem caixas eletrônicos com tecnologia de reciclagem de cédulas (recicladores) e tesoureiros digitais, desde que o abastecimento de numerário seja realizado por empresas de transporte de valores e os funcionários não tenham acesso a dinheiro, senhas ou chaves dos equipamentos.

Para os sindicatos, o projeto representa um retrocesso nas políticas de segurança pública e pode gerar efeitos colaterais tanto na criminalidade quanto na economia local. “O Executivo se dispôs a conversar, mas a verdade é que o movimento sindical não foi ouvido para a elaboração do projeto. Fomos pegos de surpresa. Se não estivéssemos atentos, talvez o projeto já tivesse sido aprovado em junho”, afirma Bruno Louzada, dirigente do Sindicato dos Bancários.

Segundo Louzada, a retirada das portas de segurança compromete a segurança da população e transfere responsabilidades que hoje são dos bancos para os cofres públicos. “Queremos mostrar ao prefeito os impactos negativos da revogação da lei de 2013. Sem as portas giratórias, pode haver uma escalada na criminalidade. A Prefeitura vai reforçar a segurança no Centro? Vai contratar mais guardas municipais? Essa conta é dos bancos, não do município. Não há por que transferir esse custo para os cofres públicos”, avalia.

Louzada também chama atenção para os possíveis reflexos econômicos da medida, especialmente no Centro da cidade — área que concentra a maior parte das agências bancárias. Segundo ele, a retirada das portas de segurança pode afastar a clientela e impactar diretamente o comércio local. “Essas portas não servem apenas para coibir crimes; elas também transmitem segurança e ajudam a manter o movimento nas agências e no entorno. A retirada pode gerar consequências sociais e econômicas bastante negativas para a região.”

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Justificativa do governo municipal

Na justificativa do projeto, o prefeito Gustavo Finck (PP) afirma que a proposta busca modernizar a legislação municipal para tornar a cidade mais atrativa à instalação de novos estabelecimentos financeiros. Segundo ele, o texto conta com o apoio da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

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