Com a nova redação, a exigência deixaria de valer para agências que utilizem caixas eletrônicos com tecnologia de reciclagem de cédulas (recicladores) e tesoureiros digitais, desde que o abastecimento de numerário seja realizado por empresas de transporte de valores e os funcionários não tenham acesso a dinheiro, senhas ou chaves dos equipamentos.
Para os sindicatos, o projeto representa um retrocesso nas políticas de segurança pública e pode gerar efeitos colaterais tanto na criminalidade quanto na economia local. “O Executivo se dispôs a conversar, mas a verdade é que o movimento sindical não foi ouvido para a elaboração do projeto. Fomos pegos de surpresa. Se não estivéssemos atentos, talvez o projeto já tivesse sido aprovado em junho”, afirma Bruno Louzada, dirigente do Sindicato dos Bancários.
Segundo Louzada, a retirada das portas de segurança compromete a segurança da população e transfere responsabilidades que hoje são dos bancos para os cofres públicos. “Queremos mostrar ao prefeito os impactos negativos da revogação da lei de 2013. Sem as portas giratórias, pode haver uma escalada na criminalidade. A Prefeitura vai reforçar a segurança no Centro? Vai contratar mais guardas municipais? Essa conta é dos bancos, não do município. Não há por que transferir esse custo para os cofres públicos”, avalia.
Louzada também chama atenção para os possíveis reflexos econômicos da medida, especialmente no Centro da cidade — área que concentra a maior parte das agências bancárias. Segundo ele, a retirada das portas de segurança pode afastar a clientela e impactar diretamente o comércio local. “Essas portas não servem apenas para coibir crimes; elas também transmitem segurança e ajudam a manter o movimento nas agências e no entorno. A retirada pode gerar consequências sociais e econômicas bastante negativas para a região.”
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Justificativa do governo municipal
Na justificativa do projeto, o prefeito Gustavo Finck (PP) afirma que a proposta busca modernizar a legislação municipal para tornar a cidade mais atrativa à instalação de novos estabelecimentos financeiros. Segundo ele, o texto conta com o apoio da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).