A ex-prefeita de Novo Hamburgo, Fatima Daudt (MDB), comentou no início da noite desta quarta-feira (19) as declarações de integrantes do núcleo duro do governo de Gustavo Finck (PP) sobre dívidas da Prefeitura que chegariam a R$ 200 milhões. Em uma coletiva de imprensa, o governo anunciou decreto de calamidade financeira válido por 180 dias.

Foto: Joceline Silveira/GES-Especial
Em um vídeo divulgado na internet (clique aqui para assistir), Fatima diz foi “um circo o que aconteceu na Prefeitura”, referindo-se à entrevista coletiva liderada por seu sucessor. “A Prefeitura de Novo Hamburgo passou para a imprensa informações mentirosas, que minhas contas não tinham sido aprovadas. Mas foram aprovadas por unanimidade”, garantiu, dizendo que a decisão foi publicada nesta quarta pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).
De São Paulo, onde está fazendo um mestrado em gestão pública, Fatima disse que “durante os oito anos as contas foram pagas, sempre com dificuldade. Quem é gestor sabe que é preciso lidar com déficit. Empresas também lidam com déficit. Nunca atrasamos folha de pagamento, não tivemos greve e nem escândalo na Prefeitura. Mesmo com a dificuldade, vocês não me viam reclamando”, frisou.
A ex-prefeita frisou que o decreto assinado nesta quarta pelo prefeito “não vai se sustentar”. “É preciso salientar que um decreto de calamidade não autoriza a realização de pagamentos de apenas serviços considerados essenciais. Ou seja, não autoriza o calote. Nenhum decreto possibilita a remoção de fornecedores de fila de pagamento. Isso é inconstitucional, ilegal. Uma irresponsabilidade fiscal”, escreveu Fatima em um texto enviado ao Grupo Sinos.
Ainda no vídeo ela manda um recado. “Sempre disse que reclamar não resolve problema. Tem é que trabalhar e trabalhar”. Em texto, disse que “a gestão anterior deixou mais de R$ 30 milhões em caixa para a atual gestão, com previsão de mais R$ 50 milhões de entrada por meio do pagamento da cota única do IPTU 2025, valor que foi inclusive superado”.
Desinformação e CC preso
No vídeo divulgado nesta noite Fatima cita, mesmo sem mencionar nomes, a prisão de Gilvânio José Abreu da Silva, o Pantio, de 36 anos, por suposta ligação com o tráfico de drogas. Do início do ano até ser preso, na última sexta-feira, o líder comunitário da Santo Afonso era subsecretário de Obras, respondendo diretamente ao prefeito Gustavo Finck. O atual secretário de Obras foi nomeado somente depois da prisão e demissão de Pantio.
“Na calamidade fui vítima de muita fake news. Um dos grandes elaboradores de fake news e que fazia inclusive colab com o atual prefeito e outras pessoas do município, acabou se tornando subsecretário e foi preso na sexta por ligação com o tráfico”, disse. “Durante a campanha diziam que a prefeita tem um namorado do tráfico. Nunca respondi isso de tão ridículo que é. E vejam o que aconteceu”, acrescentou.
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