O vereador de Sapiranga, Marconi Alexandre Ebert (PL), foi cassado por decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS). A decisão foi baseada em irregularidades apontadas pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) em julho de 2025.
A Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) surgiu por suspeitas de que o vereador reeleito em 2024 tenha cometido abuso de poder econômico e compra de votos. Ebert somou 1.167 votos no último pleito e chegou a atuar como líder de governo na Câmara de Vereadores de Sapiranga.

Foto: Reprodução/ Redes Sociais
A Justiça determinou ainda a inelegibilidade por oito anos do parlamentar, contando a partir de 2024. Sendo assim, Ebert poderá concorrer novamente a partir de 2032. Ele salienta que vai recorrer à decisão. “Quem me conhece sabe que minha história nunca começou em um mandato e também não termina por causa dele.”
Entre as irregularidades apontadas pelo MPE, estão o transporte ilegal de eleitores no dia da eleição, pagamentos para participação em carreata na véspera do pleito e a realização de pagamentos não declarados a eleitores.
Ebert nega as acusações e criticou a decisão do TRE. “Nenhuma decisão dessa Justiça, ainda mais em ano eleitoral, muda meus princípios, meus valores e meu compromisso com a comunidade.” Também afirmou que está sereno e, mesmo tendo recebido a notícia nesta quarta-feira (8), a decisão ainda não foi comunicada oficialmente. “O que deve acontecer nos próximos dias.”
Quem assume?
O primeiro suplente do PL, Régis Brizola, que obteve 1.069 votos em 2024, vai precisar esperar para saber se poderá assumir a cadeira no Legislativo. Isso porque, conforme o TRE, além da inelegibilidade de Ebert e da multa, os votos obtidos por ele foram declarados nulos.
Sendo assim, será necessário efetuar o recálculo dos quocientes eleitorais e partidários para indicar quem assumirá como novo vereador. Antes disso, Ebert poderá entrar com outros recursos. Apenas após essa definição, a Câmara de Vereadores de Sapiranga será notificada pelo TRE.
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