Encerrou-se neste domingo (16) a 12ª edição do Festival do Japão no Rio Grande do Sul. O evento teve início na última sexta-feira (14) e foi realizado, pelo terceiro ano seguido, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. Conforme Fábio Keiti Ueno, presidente do festival, a estimativa é que cerca de 70 mil pessoas tenham passeado pelos pavilhões Internacional, do Artesanato e da Agricultura Familiar, ao longo dos três dias de evento.
De acordo com Carolina Doi, membro da organização do Festival, o evento celebrou os 130 anos da assinatura do Tratado de Amizade, Comércio e Navegação entre o Brasil e o Japão, assinado em 1895, e os 45 anos de irmandade entre o Rio Grande do Sul e a província de Shiga. “No sábado recebemos a visita de Taizo Mikazuki, governador de Shiga, do presidente da Assembleia Legislativa e do embaixador japoneses.”
A visita foi destacada também por Keiti. “Para mim, o principal ponto do evento foi a vinda da comitiva de Shiga. Percebemos que, ao trazer o evento ao Parque de Exposições, conseguimos atrair as comunidades de Esteio, Ivoti e São Leopoldo. Alguns dos expositores desta edição já confirmaram presença na próxima”, avaliou o presidente do festival.
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Homenagem
Na edição deste ano, o cônsul do Japão em Porto Alegre, Shimizu Kazuyoshi, foi o homenageado do evento, devido aos esforços que fez no pós-enchente de 2024, em prol da população japonesa da região. “O nosso trabalho é colaborar com a comunidade do Japão no Brasil e estar sempre próximo a ela. É muito importante celebrar essa amizade entre os dois países, que já completa 130 anos, e teve início com os imigrantes em São Paulo”, disse Kazuyoshi.
O cônsul afirmou se sentir muito honrado em poder contribuir com o desenvolvimento do Rio Grande do Sul e do Brasil, e que esse trabalho seguirá por muito tempo, por meio das segundas e terceiras gerações de japoneses no Brasil. “Isso é motivo de muito orgulho: ver os descendentes de japoneses colaborando com o desenvolvimento do Brasil. Também somos muito gratos aos gaúchos que se consideram japoneses.”
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Visitantes aprovaram
“Achei muito interessante a diversidade cultural. O que estamos aprendendo aqui é muito interessante”, disse a administradora, Elaisa Moraes, 21 anos, que participou pela primeira vez do festival.
O engenheiro Davi Costa, 30, gostou do evento e achou o espaço muito bonito. “É muito importante ter esse acesso à cultura oriental e desapegar um pouco da americana, além de recordar a amizade entre o Brasil e o Japão.”
O estudante Arthur Hartz, 25 anos, contou que já tinha visitado o parque em outros anos para frequentar a Expointer, mas era primeira vez que vinha para o festival. “Achei bom, muito organizado. Um bom evento para os restaurantes, pois estava bem movimentado. A atividade com os bonsais foi bem legal.”
Anime Buzz
Em paralelo ao Festival do Japão estava ocorrendo o Anime Buzz, evento que contou com uma programação voltada ao universo geek, incluindo animes, séries, filmes, cosplay e games.
“Gosto muito de participar, sempre que tem o evento e consigo tirar um tempo eu venho. Já participei de outras edições do Buzz, e gosto muito de frequentar as lojinhas”, contou a estudante Victória Caroline, 18 anos, que fazia cosplay de Sakuku, personagem do jogo Silent Hill F.
O tatuador Eric de Lima Justin, 26 anos, que faz cosplay do Lorde Voldemort, personagem dos livros e filmes de Harry Potter, contou que participa do evento há quatro anos e achou muito boa essa edição. “Meu cosplay básico é do Jack Sparrow, mas estou testando esse hoje e o pessoal está gostando, e pedindo para tirar fotos. O evento estava muito bonito.”
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Pavilhões lotados
Rafael Estran, organizador do Anime Buzz e do festival, avaliou o evento de forma positiva. “Por ser de graça e ser de cultura, vem pessoas de todos os lados do Estado. Foi um sucesso, pois as lojas venderam bem e os palcos estavam lotados. Além de ser um evento família, onde vem crianças, adultos e idosos, e que contou com atrações para todas as idades.”
Conforme Estran, o Festival contou com 57 expositores, 16 espaços culturais e 20 restaurantes de comidas japonesa. Já o Anime Buzz teve 32 lojas, 62 espaços para artistas independentes e foodparks com comida ocidental.