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CENTRAL DE VERÃO

Ação de proteção à mulher registra cinco casos de importunação à beira-mar desde o lançamento do programa Local Seguro

Em pouco mais de 20 dias, projeto realizou atendimentos em praias como Capão da Canoa, Arroio do Sal e Torres, com as guaritas de guarda-vidas funcionando como pontos de acolhimento

Publicado em: 24/01/2026 às 12h:51 Última atualização: 24/01/2026 às 12h:55
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As tradicionais guaritas de guarda-vidas, conhecidas pela vigilância contra afogamentos, ganharam uma nova função na temporada de veraneio 2025-2026 no litoral do Rio Grande do Sul. Desde o dia 31 de dezembro de 2025, a ação “Local Seguro” transformou esses postos em pontos de acolhimento para mulheres que sofram qualquer situação de desconforto ou importunação à beira-mar, além de orientar sobre os serviços de atendimento disponíveis.

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A guarda-vidas número 133, no calçadão da Av. Beira Mar em Imbé, é um dos pontos de acolhimento  | abc+



A guarda-vidas número 133, no calçadão da Av. Beira Mar em Imbé, é um dos pontos de acolhimento

Foto: Joceline Silveira/GES-Especial

Até a última sexta-feira (23), com pouco mais de 20 dias de operação, a medida já havia contabilizado cinco atendimentos registrados nas praias de Balneário Pinhal, Arroio do Sal, Curumim (Torres), Santa Rita de Cássia (Terra de Areia) e Capão da Canoa. Os dados são da Secretaria da Mulher e foram obtidos com exclusividade pela reportagem.

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A pasta lidera a iniciativa em parceria com a Secretaria da Segurança Pública e o Corpo de Bombeiros Militar (CBMRS), utilizando as guaritas como porta de entrada para a rede de proteção.

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Como funciona o atendimento

Mulheres que se sentirem em situação de risco ou desconforto devem procurar um guarda-vida. Embora as principais guaritas de cada praia estejam sinalizadas com adesivos informativos, o suporte não é restrito a elas.

Segundo o Major Jocemarlon Acunha Pereira, comandante da Operação Verão do CBMRS, a rede de comunicação é integrada.

 Major Jocemarlon Acunha Pereira, comandante da Operação Verão do CBMRS | abc+



Major Jocemarlon Acunha Pereira, comandante da Operação Verão do CBMRS

Foto: Joceline Silveira/GES-Especial

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“Na verdade, todas as guaritas estão aptas. A pessoa não precisa sair procurando uma guarita em específico, porque nós vamos nos comunicar e deslocar alguém capacitado para fazer esse atendimento”, explicou o Major Acunha em entrevista.

O protocolo estabelecido prevê que o guarda-vida realize um acolhimento inicial e uma escuta humanizada. Imediatamente, o profissional aciona o telefone 190, solicitando o deslocamento de um policial para dar sequência aos trâmites legais e de segurança.

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Canais de ajuda

Além do suporte presencial, os cartazes informativos da campanha reforçam os canais de denúncia e atendimento:

  • 190: Para situações de emergência.
  • 181: Para denúncias anônimas.
  • 180: Central de Atendimento à Mulher.
  • Delegacia Online: Através de um QR Code nos cartazes, é possível acessar diretamente a Delegacia de Polícia Online da Mulher.
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