As tradicionais guaritas de guarda-vidas, conhecidas pela vigilância contra afogamentos, ganharam uma nova função na temporada de veraneio 2025-2026 no litoral do Rio Grande do Sul. Desde o dia 31 de dezembro de 2025, a ação “Local Seguro” transformou esses postos em pontos de acolhimento para mulheres que sofram qualquer situação de desconforto ou importunação à beira-mar, além de orientar sobre os serviços de atendimento disponíveis.
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Foto: Joceline Silveira/GES-Especial
Até a última sexta-feira (23), com pouco mais de 20 dias de operação, a medida já havia contabilizado cinco atendimentos registrados nas praias de Balneário Pinhal, Arroio do Sal, Curumim (Torres), Santa Rita de Cássia (Terra de Areia) e Capão da Canoa. Os dados são da Secretaria da Mulher e foram obtidos com exclusividade pela reportagem.
A pasta lidera a iniciativa em parceria com a Secretaria da Segurança Pública e o Corpo de Bombeiros Militar (CBMRS), utilizando as guaritas como porta de entrada para a rede de proteção.
Como funciona o atendimento
Mulheres que se sentirem em situação de risco ou desconforto devem procurar um guarda-vida. Embora as principais guaritas de cada praia estejam sinalizadas com adesivos informativos, o suporte não é restrito a elas.
Segundo o Major Jocemarlon Acunha Pereira, comandante da Operação Verão do CBMRS, a rede de comunicação é integrada.

Foto: Joceline Silveira/GES-Especial
“Na verdade, todas as guaritas estão aptas. A pessoa não precisa sair procurando uma guarita em específico, porque nós vamos nos comunicar e deslocar alguém capacitado para fazer esse atendimento”, explicou o Major Acunha em entrevista.
O protocolo estabelecido prevê que o guarda-vida realize um acolhimento inicial e uma escuta humanizada. Imediatamente, o profissional aciona o telefone 190, solicitando o deslocamento de um policial para dar sequência aos trâmites legais e de segurança.
Canais de ajuda
Além do suporte presencial, os cartazes informativos da campanha reforçam os canais de denúncia e atendimento:
- 190: Para situações de emergência.
- 181: Para denúncias anônimas.
- 180: Central de Atendimento à Mulher.
- Delegacia Online: Através de um QR Code nos cartazes, é possível acessar diretamente a Delegacia de Polícia Online da Mulher.
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