O Seminário Unidos pela Reconstrução do Rio Grande Sul – Vale do Caí trouxe as ações em andamento para a reconstrução nos vales e um balanço do que já foi feito nesta sexta-feira (14). O encontro, que é promovido pela Comissão Externa sobre Danos Causados pelas Enchentes no RS, é o quarto presidido no Estado e ocorreu na Câmara Municipal de Vereadores de Montenegro, reunindo representantes do Vale do Caí.
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Dentre as ações mencionadas estiveram as obras em andamento em rodovias e pontes afetadas, a implantação do Sistema Integrado de Monitoramento e Alerta, Levantamento Batimétrico (feito para analisar o fluxo da água e identificar corpos hídricos com acúmulo de sedimentos ou processos de erosão no leito), Mapeamento Topográfico (que fornece características naturais e artificiais da superfície dos terrenos), e Estudos Ambientais para Minimização do Efeito das Cheias na Bacia Hidrográfica do Rio Caí.
O encontro foi coordenado pelo deputado Marcel Van Hattem (Novo) e relatado pelo deputado federal Pompeo de Mattos (PDT), e contou com a participação de prefeitos da região, incluindo Gustavo Zanatta (Montenegro), João Guará (São Sebastião do Caí) e Juliane Bender (São José do Sul).
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Também estiveram presentes representantes de entidades como o presidente da Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande Sul (Federasul), Rodrigo Sousa, o presidente da ACI Montenegro, João Batista Garcia Dias, e o diretor-superintendente da Metroplan, Francisco Horbe.
O secretário nacional para apoio à reconstrução do Rio Grande do Sul, Maneco Hassem, destaca o papel que encontros como esse têm na estruturação de medidas para o combate às enchentes. “É fundamental para prestar contas do que o governo federal e demais entes têm feito, e também, por ventura, ouvir o que não foi feito, o que demorou demais e colher demandas que ainda possam ser realizadas no âmbito da tragédia que aconteceu no Estado.”
O que ainda precisa ser feito no âmbito de prevenção
Conforme apresentação da Comissão, o levantamento batimétrico do Vale do Caí, inserido no Bloco 1 (Metropolitano), está em 80% de execução e também envolve o Delta do Jacuí, Gravataí e Sinos.
A apresentação citou ainda o mapeamento topográfico, que envolve não apenas o Vale do Caí, mas também as bacias hidrográficas do Sinos, Taquari-Antas, Lago Guaíba, Gravataí, Caí, Baixo Jacuí, Alto Jacuí, Pardo e Vacacaí-Vacacaí Mirim, com acordo de cooperação técnica em fase de assinatura para compartilhamento de dados.
Com aporte de R$ 47,2 milhões, 55 estações hidrometeorológicas já foram instaladas e 80 estações devem ser instaladas até dezembro de 2025.
“Estamos instalando 130 estações hidrometeorológicas, 55 já concluídas. Mas o monitoramento não resolve sozinho, ele apenas auxilia na emissão de alertas. A região precisa de estrutura física de proteção”, afirmou Kruger.
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Com aporte de R$ 14,5 milhões do Fundo de Apoio à Infraestrutura para Recuperação e Adaptação a Eventos Climáticos Extremos (Firece), a elaboração de projeto para obras de prevenção a desastres em municípios da Bacia do Rio Caí está em fase de estruturação.
Já os Estudos de Concepção e Estudos Ambientais para Minimização do Efeito das Cheias na Bacia Hidrográfica do Rio Caí tem um cronograma previsto de 32 meses de atividades. Neste, são 13 meses para complementação dos estudos, coleta de dados e anteprojetos de engenharia, 13 meses para projeto básico ambiental e Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e Relatório de Impacto Ambiental (RIMA), além de seis meses para análise da EIA/Rima pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam).
Obras de recuperação ainda em andamento no Estado
No Vale do Caí, as obras da ERS-124, entre Harmonia e São Sebastião do Caí, estão em fase de contratação e devem iniciar até março de 2026, com previsão de conclusão para maio de 2027.
Ainda há obras em andamento na BR-116, BR-290, BR-158, BR-287, BR-470 e BR-471. Além disso, na BR-392 há obras para contenção de encostas, pontes e acessos a viadutos.
Só no Vale do Caí, foram R$ 183,4 milhões em investimentos para quatro lotes de rodovias (um com obras em andamento, dois em fase de desenvolvimento dos projetos básico e executivo e um em fase de publicação de chamamento).
Em Montenegro, há a construção da nova Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Tio Riba e da Unidade Básica de Saúde (UBS) Santa Rita. Já a construção da Emei Santa Rita está em etapa de licitação para a empresa que realiza as obras.