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CASO SAMUEL EBERTH

Acusados de armar emboscada e matar empresário mineiro por dívida milionária no RS são condenados; relembre o caso

Sogro e genro envolvidos na morte de Samuel Eberth de Melo em Santo Ant foram julgados quase três anos após o crime

Suelen Schaumloeffel Olkoski
Publicado em: 27/05/2026 às 10h:53 Última atualização: 27/05/2026 às 17h:54
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O Tribunal do Júri da Comarca de Santo Antônio da Patrulha selou o desfecho judicial de um crime que chocou o Rio Grande do Sul e Minas Gerais há três anos.

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A Justiça condenou os envolvidos no assassinato e na ocultação do cadáver do empresário mineiro Samuel Eberth de Melo, ocorrido em junho de 2023. O caso, marcado por emboscada e motivações financeiras, terminou com a responsabilização direta de um dos réus pela execução e outro pelo sumiço do corpo.

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Samuel Eberth de Melo desapareceu após sair com parceiro de negócios | abc+



Samuel Eberth de Melo desapareceu após sair com parceiro de negócios

Foto: Arquivo pessoal

O réu Diego Gabriel da Silva recebeu a punição mais severa do conselho de sentença. Apontado como o executor dos disparos que tiraram a vida do empresário de 41 naos, ele teve a sua pena definida em 23 anos e 5 meses de prisão, somados a mais 1 ano de detenção.

O juiz Rafael Gomes Cipriani Silva, da 1ª Vara Judicial, determinou o regime inicial fechado e negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, mantendo a sua prisão preventiva.

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Diego foi considerado culpado por homicídio qualificado (motivo torpe, para assegurar a impunidade de outro delito e recurso que dificultou a defesa da vítima), ocultação de cadáver, além de porte ilegal e posse irregular de arma de fogo de uso permitido.

Por outro lado, o segundo acusado, Welington Luiz Rodrigues da Silva, genro de Diego, teve um desfecho jurídico diferente no plenário.

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Os jurados decidiram por absolvê-lo da acusação de homicídio qualificado, atendendo a um pedido feito pelo próprio Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), responsável pela acusação oficial. No entanto, Welington não foi totalmente inocentado: ele acabou condenado pelo crime de ocultação de cadáver, recebendo uma pena de 1 ano e 15 dias de prisão, a ser cumprida em regime aberto.

Negócios fraudulentos e uma dívida milionária

A trágica viagem de Samuel Eberth de Melo ao solo gaúcho teve como pano de fundo o setor automotivo. O empresário de 41 anos, que atuava no ramo de revenda de veículos em Belo Horizonte, mantinha uma parceria comercial na região do Vale do Sinos com o sócio Diego Gabriel da Silva.

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De acordo com as investigações da Polícia Civil e a denúncia formalizada pelo MPRS, a motivação por trás do assassinato “estaria ligada a transações comerciais fraudulentas, além da intenção de garantir impunidade por crimes anteriores, como estelionato”. Samuel havia viajado de Minas Gerais com o objetivo claro de cobrar uma dívida milionária decorrente dessa sociedade.

No dia 2 de junho de 2023, o empresário foi visto vivo pela última vez após visitar revendas de carros na região. Após, ele foi atraído para uma emboscada do sócio em uma propriedade na zona rural de Santo Antônio da Patrulha. No local, a vítima acabou sendo friamente executada com múltiplos disparos de arma de fogo que atingiram sua cabeça, tórax, abdômen e braço.

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Operação começou no dia seguinte ao desaparecimento | abc+



Operação começou no dia seguinte ao desaparecimento

Foto: Polícia Civil

O plano de ocultação e as evidências

A investigação apontou o planejamento por parte dos réus. Câmeras de monitoramento flagraram o momento em que os acusados agiram com uma divisão prévia de tarefas, incluindo a aquisição de pás, lonas e enxada, usadas para a ocultação do corpo, que foi registrada pelas câmeras de uma loja.

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Vídeo mostra sócio comprando enxadas, pás e lonas no dia do desaparecimento de Samuel Eberth de Melo | abc+



Vídeo mostra sócio comprando enxadas, pás e lonas no dia do desaparecimento de Samuel Eberth de Melo

Foto: Imagem cedida pela Polícia Civil

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Após a execução, o corpo de Samuel foi jogado em uma área de declive, onde foi coberto com vegetação e entulhos. O paradeiro do empresário permaneceu um mistério por mais de uma semana, mobilizando forças policiais e gerando forte apelo dos familiares.

Os restos mortais do mineiro só foram localizados nove dias após o desaparecimento, graças ao recebimento de uma informação anônima que guiou as equipes de busca até o cativeiro na mata. No decorrer do processo, laudos periciais e vestígios de sangue encontrados em veículos, mensagens suspeitas em telefones celulares e a apreensão de munições compatíveis com o crime foram cruciais para embasar a decisão dos jurados.

Acusados de matar empresário mineiro por dívida milionária no RS são condenados | Daily News
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