A antiga Casa Lar, de Canela, está com uma nova gestão. Neste mês, a associação Mão Amiga, de Caxias do Sul, que é comandada pelo frei Jaime Bettega, firmou um termo de colaboração com a prefeitura para execução do serviço de acolhimento institucional de crianças e adolescentes.
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Foto: Mônica Pereira-GES-Especial
O abrigo estava sob intervenção judicial, desde março, quando ex-dirigentes foram presos pela Polícia Civil, durante uma operação que investiga possível apropriação indevida de valores de benefícios de uma ex-abrigada.
O agora Abrigo Acolher tem como gestora a assistente social Rosane Bernardete Brochier Kist, que é mestre e doutora em Serviço Social, com pós-doutorado em Desenvolvimento Regional. Rosane havia sido nomeada como interventora do local pela prefeitura e foi posteriormente contratada pela associação para se manter à frente da instituição.
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“Tivemos um início desafiador, mas estamos trabalhando com muita transparência, porque queremos o melhor para as crianças. Buscamos realizar uma atuação humanizada, para que todos sejam respeitados na sua individualidade. São crianças que já tiveram todos os tipos de violação de direitos e queremos que possam se sentir em casa no abrigo”, ressalta.
Expertise no serviço

Foto: Divulgação
De acordo com o frei Jaime, a associação Mão Amiga é responsável por 70% do trabalho de assistência social da Prefeitura de Caxias do Sul. Com a atuação em Canela, além de outros municípios, como Farroupilha e Bento Gonçalves, possui mais de 500 funcionários.
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Com 11 abrigos administrados, o frei ressalta que o acordo com a prefeitura apresenta a legalização trabalhista, já que o serviço é tipificado pelo Ministério do Desenvolvimento Social. “Estamos muito felizes e faremos um trabalho muito bonito, com a equipe liderada pela Rosane, com apoio da Assistência Social do município”, destaca o religioso.
“Nosso propósito é cuidar da vida que está fragilizada. Estaremos na região fazendo aquilo que sabemos e gostamos de fazer: cuidar. É bonito ver que, de repente, a meninada toda começou a se sentir em casa”, ressalta o frei. O termo firmado tem prazo determinado de seis meses, com repasses mensais do Executivo para a realização do trabalho.
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