Centenas de professores, estudantes, pais, representantes de educandários, além de lideranças políticas e comunitárias da região participaram de caminhada contra a Parceria Público-Privada (PPP) na Educação, realizada na manhã deste sábado (20), em São Leopoldo.
O projeto, lançado pelo governo do Estado, prevê a concessão administrativa para que a iniciativa privada fique responsável por obras de reforma, ampliação, manutenção e serviços não pedagógicos em escolas estaduais, enquanto o Estado mantém a gestão pedagógica das instituições. Ao todo, 98 escolas em 15 municípios do Rio Grande do Sul fazem parte da iniciativa, seis delas de São Leopoldo e outras duas de Novo Hamburgo.
ENTRE NA COMUNIDADE DO JORNAL VS NO WHATSAPP E RECEBA MAIS NOTÍCIAS
“Repulsa à venda das escolas”
Segundo o Cpers Sindicato, cerca de 500 pessoas participaram do ato contra a PPP, que saiu da Praça do Imigrante, seguiu pela Rua Independência, parou em frente à Escola Visconde de São Leopoldo – um dos educandários listados pelo Estado para o projeto – e seguiu até o Instituto Estadual de Educação Professor Pedro Schneider, conhecido como Colégio Pedrinho – que também integra a lista para o projeto.
Os participantes carregavam faixas e cartazes, especialmente com os dizeres: “Contra o Leilão, por investimento nas escolas estaduais”; e “Não Venda a Minha Escola”.
“O ato reforça a repulsa da comunidade à venda das escolas, oito na região. Também cobramos que os candidatos ao governo do Estado se manifestem contra a venda e a anulação do leilão, quando um deles assumir”, disse o diretor do Cpers e representante do 14º Núcleo do sindicato, Luiz Henrique Becker.
LEIA TAMBÉM: Frio abaixo de zero marca chegada do inverno em cidades gaúchas; saiba como será a semana
Além das direções das escolas Visconde de São Leopoldo e Pedrinho, participaram ainda representantes das direções das escolas Frederico Schmidt, Firmino Acauan e Emílio Boeckel, de São Leopoldo, e Maurício Sirotsky Sobrinho, de Novo Hamburgo. Junto destas, também fazem parte da lista do governo do Estado para integrar a PPP, as escolas Villa Lobos, de São Leopoldo, e Bairro Santo Afonso, de Novo Hamburgo.
Segundo Becker, representantes de diversas outras instituições da cidade e região, assim como pais e estudantes, também estiveram na mobilização.
Audiência e protesto
No último dia 10 de junho, o Colégio Pedrinho já havia recebido a Audiência Pública Minha Escola Não Está À Venda, que visou o debate sobre a PPP. Um dia antes, cerca de 520 alunos, professores e funcionários da escola promoveram um ato em protesto contra a privatização das escolas no Vale dos Sinos. A mobilização ocupou a calçada em frente à instituição para demostrar a contrariedade ao projeto.

