A vereadora de Canela Grazi Hoffmann (PDT) apresentou, na sessão de segunda-feira (22), uma moção de pesar pela morte da menina de 10 anos, natural do Suriname, possível vítima de tortura. Os padrinhos da criança, que tinham a guarda provisória, foram detidos em flagrante e tiveram a prisão preventiva decretada na última semana.
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Foto: Câmara de Canela/Divulgação
Durante o pronunciamento, a parlamentar prestou homenagem a Melry Galhardo e defendeu uma reflexão coletiva sobre a responsabilidade da sociedade diante de situações de violência e vulnerabilidade envolvendo crianças.
“Uma menina de apenas 10 anos. Foi uma semana de luto e revolta na cidade. Quando uma criança morre, principalmente em circunstâncias tão dolorosas, toda nossa comunidade é atingida. Antes de qualquer investigação, notícia, versão dos fatos. Havia uma menina com nome, rosto, escola, sonhos e uma vida inteira pela frente”, coloca.
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Segundo a vereadora, a discussão também deve servir para ampliar o debate sobre os mecanismos de proteção à infância e o papel compartilhado entre famílias, poder público e sociedade civil. Durante a fala, ela citou o princípio constitucional que atribui à família, à sociedade e ao Estado a responsabilidade de assegurar os direitos das crianças e adolescentes.
“É preciso que seu nome não seja lembrado apenas pela tragédia”, pontua Grazi e afirma que “denunciar é proteger”, ao defender que a sociedade esteja atenta e disposta a agir diante de possíveis violações de direitos.
A parlamentar também chamou atenção para a necessidade de que sinais de violência ou situações de risco sejam observados e comunicados às autoridades competentes. Para ela, o receio de interferir na vida privada das pessoas não pode impedir ações que contribuam para a proteção de crianças em situação de vulnerabilidade.
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“Existe uma diferença enorme entre respeitar a privacidade das pessoas e fechar os olhos para sinais de violência. Quando existe uma criança em situação de risco, não estamos falando dos outros, estamos falando de uma criança que depende dos outros para ser protegida”, relata.
Ao concluir o pronunciamento, Grazi disse que a memória da menina deve servir como um alerta para a importância do cuidado coletivo e da atenção a situações de sofrimento que envolvam crianças e outros grupos vulneráveis. A moção de pesar foi apresentada em solidariedade aos familiares, amigos e à comunidade impactada pela morte da menina.
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