Onze prefeituras da região informaram, até a quarta-feira (25), problemas devido ao desabastecimento ou alto custo do diesel, cuja distribuição está sendo afetada pela guerra no Oriente Médio.
São elas: Brochier, Capela de Santana, Lindolfo Collor, Nova Petrópolis, Pareci Novo, Picada Café, São Francisco de Paula, São Leopoldo, Taquara, Três Coroas e Tupandi.

Foto: Agência Brasil
As cidades estão entre as 384 do Estado que participaram do levantamento da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), que recebeu 166 respostas confirmando transtornos causados pela situação.
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A pesquisa, iniciada na terça-feira (24), deve continuar até a sexta-feira (27), segundo a Famurs. “Alguns municípios estão sofrendo com a falta de abastecimento, outros com o aumento do valor. Estamos trabalhando para chegar a 100% de municípios ouvidos”, explicou, por meio de nota.
Dentre as 11 cidades que já responderam a pesquisa na região, a reportagem apurou que quatro delas lidam com redução na distribuição (São Leopoldo, Taquara, Picada Café e Pareci Novo) e sete lidam com o alto custo (São Francisco de Paula, Tupandi, Capela de Santana, Lindolfo Collor, Nova Petrópolis, Brochier e Três Coroas).
A Prefeitura de Taquara também foi procurada e ainda apurava as informações.
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Recebimento parcial
As dificuldades enfrentadas pelas prefeituras também são realidades nos postos, conforme o Sulpetro, entidade que representa o setor no Estado.
Levantamento junto aos associados aponta que 88% dos estabelecimentos questionados (entre embandeirados e independentes) estão recebendo produtos de forma parcial por parte das distribuidoras.
O restante, 12%, está obtendo os pedidos de combustíveis realizados junto às companhias em sua totalidade. Os relatos dos revendedores sinalizam dificuldade para adquirir gasolina comum e aditivada, diesel S500 e S10.
“Temos verificado, desde o início do conflito no Oriente Médio nas últimas semanas, uma compra restrita pela maior parte dos postos associados, pois as distribuidoras estão entregando os produtos de forma racionada”, comenta o presidente do Sulpetro, Fabricio Severo Braz.
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Ele salienta, no entanto, que não há uma falta generalizada de combustíveis, mas rupturas momentâneas no abastecimento por parte das companhias para com os postos, já que a Petrobras segue impondo cotas para a retirada de produtos pelas distribuidoras.
Outro fato apontado pelo dirigente é o aumento da demanda de compras junto às companhias.
Fiscalização
Nesta semana, teve início uma força-tarefa da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Procons, com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
A operação busca coibir preços abusivos, adulterações, armazenamento irregular e outros delitos relacionados à compra, transporte e venda de combustíveis, especialmente em postos localizados às margens das rodovias federais.
A previsão é de que as fiscalizações ocorram em todas as regiões do Estado.
Governo propõe subsídio de R$ 1,20 para o diesel
A equipe econômica apresentou uma nova proposta aos Estados para conter a alta do diesel após resistência dos governadores em zerar o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a importação do combustível.
A alternativa prevê uma subvenção de R$ 1,20 por litro de diesel importado, dividida igualmente entre União e Estados.
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“Essa linha dá uma resposta mais rápida às consequências da guerra, o efeito é mais célere, e não exige uma renúncia fiscal de ICMS, podemos ter essa contraproposta, por meio de subvenções, com efeitos mais rápidos”, anunciou o ministro da Fazenda, Dario Durigan.
A proposta tem caráter emergencial e deve valer até 31 de maio. Segundo o Ministério da Fazenda, o impacto fiscal total estimado é R$ 3 bilhões, R$ 1,5 bilhão por mês.
O governo espera uma resposta dos Estados até sexta-feira (27), durante reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), em São Paulo. Segundo Durigan, os ganhos de receitas dos Estados produtores de petróleo com a alta do combustível ajudarão a compensar o impacto da subvenção.
A possível nova ajuda se soma a outra medida já anunciada pelo governo no último dia 12: o subsídio de R$ 0,32 por litro a produtores e importadores. Esse valor deve ser repassado ao consumidor final no preço do combustível.
Empresas afetadas pelo conflito são incluídas no Brasil Soberano
O programa Brasil Soberano ganhou uma nova versão neste ano para ajudar empresas afetadas pela guerra no Irã. Elas vão ter acesso a uma linha de financiamento de R$ 15 bilhões.
A Medida Provisória (MP) que reedita o programa Brasil Soberano foi publicada na quarta-feira (25), no Diário Oficial da União (DOU), e já está valendo.
No ano passado, o governo federal elaborou o plano de R$ 16 bilhões para apoiar empresas atingidas pelo tarifaço imposto pelo presidente norte-americano Donald Trump.
Agora, os recursos vão ajudar as companhias brasileiras exportadoras e as relevantes para balança comercial em meio a razões geopolíticas e de instabilidade internacional, como acontece agora, com a guerra no Oriente Médio. Além dessas, também podem se beneficiar as empresas que ainda enfrentam as restrições tarifárias dos Estados Unidos.
As linhas de crédito vão financiar capital de giro, aquisição de bens de capital ou investimentos para adaptação e ampliação da capacidade produtiva, inovação e outras possibilidades.
Com informações de Agência Brasil.