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SIMBÓLICO

Tapete gigante: Peça feita por 30 profissionais com 2,4 mil retalhos de couro vira símbolo de cidade da região

Empresas de Lindolfo Collor se uniram para confeccionar tapete de 20 metros para 11ª Feira de Tapete e Artefatos em Couro

Publicado em: 24/03/2026 às 20h:44 Última atualização: 25/03/2026 às 09h:01
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Um tapete de 20 metros está nos últimos ajustes em Lindolfo Collor. A peça, confeccionada por quatro empresas que juntas representam boa parte da mão de obra do município, vai além da estética: é uma representação simbólica de um povo que mantém, há gerações, o trabalho quase artesanal na produção de tapetes em couro.

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“Esse tapete de 20 metros não é apenas uma peça decorativa. Ele representa a história de Lindolfo Collor, as gerações que trabalham com o tapete, a economia do município e o sustento de várias famílias. É o nosso trabalho, a nossa identidade e a nossa história que ganham forma”, afirma a coordenadora de Cultura, Jessica Schmitz.

Confecção do tapete mobiliza quatro empresas da cidade | abc+



Confecção do tapete mobiliza quatro empresas da cidade

Foto: Geison Concencia/GES-Especial

A dimensão da peça se torna compreensível quando se observa a importância do couro para a economia local. Segundo o prefeito, Gaspar Behne, a 11ª Feira do Tapete e Artefatos em Couro surge como reconhecimento a um setor que responde por cerca de 70% do Produto Interno Bruto (PIB) do município.

“A confecção desse tapete tem um valor que vai além do material. Quatro empresas se uniram e cada uma fez a sua parte. Isso revela o potencial da nossa cidade. A feira é um reconhecimento a toda essa cadeia produtiva”, destaca Behne.

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Com pouco mais de seis mil habitantes, cerca de três mil pessoas trabalham no setor coureiro. O número, no entanto, poderia ser ainda maior. A demanda pelos tapetes e artefatos produzidos em Lindolfo Collor — que chegam ao mercado internacional por meio da exportação — esbarra na falta de mão de obra suficiente para atender à produção.

De acordo com a diretora do Grupo Minuano, Barbara Enzweiler, a empresa conta com cerca de 1.700 funcionários apenas no município, com uma produção diária de aproximadamente três mil peles. “Exportamos para diversos países”, ressalta.

Se para quem empreende o cenário é positivo, para os trabalhadores também representa oportunidade. A supervisora de produção do Grupo Minuano, Andrinéia Luiza Corrêa Costa, lembra que iniciou na empresa há 20 anos e construiu sua trajetória profissional. “Hoje, meu filho também trabalha aqui. É um legado que atravessa gerações”, comenta..

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Tapete feito com 2,4 mil retalhos de couro

A iniciativa reúne quatro empresas locais — Couro e Arte, Grupo Minuano, Plátano Tapetes e Thai Tapetes — envolvendo cerca de 30 profissionais e 2,4 mil retalhos de couro. A peça é confeccionada por meio da técnica tradicional de corte e costura, característica marcante do artesanato da região. Cada empresa produz uma parte do tapete, que posteriormente será unida em uma única peça.

Além de destaque na feira, o tapete será utilizado em eventos culturais ao longo do ano, simbolizando a força, a união e a tradição dos tapeceiros locais. A peça poderá ser conferida durante a 11ª Feira do Tapete e Artefatos em Couro, que ocorre de 27 a 29 de março, no Ginásio Municipal, com entrada gratuita.

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Trabalho que atravessa gerações

No Grupo Minuano, a diretora Barbara representa a terceira geração da família à frente da empresa. “Estamos em Lindolfo Collor há 50 anos. Temos uma ligação muito forte com a cidade, tanto que o Ginásio Municipal leva o nome do meu avô, Herbert Oscar Enzweiler”, destaca.

Com 26 anos de atuação, a Couro e Arte também integra o projeto do tapete de 20 metros e mantém uma produção média mensal de 12 mil peças. Seus 85 funcionários produzem, além de tapetes, móveis e outros artefatos em couro.

A Plátano Tapetes, por sua vez, reúne 18 funcionários e produz cerca de dois mil metros de tapetes por mês. O gerente de produção, Cristian Metz, observa que sua trajetória profissional se confunde com a do setor. “Comecei aos 18 anos e sigo até hoje. O tapete é fundamental para a cidade como um todo. Nós crescemos junto com esse segmento”, afirma.

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Mais recente no mercado, com cinco anos de atuação, a Thai Tapetes carrega o espírito empreendedor do proprietário, Laércio Morguesdern, que já atuava no setor antes de abrir o próprio negócio. “Hoje produzimos cerca de 150 metros de tapetes por semana. Poderíamos produzir mais, mas falta mão de obra”, relata.

Empresas mais tradicionais e iniciativas mais recentes formam, juntas, a base da economia de Lindolfo Collor. Elas sustentam famílias e reforçam a identidade de um município reconhecido como a capital dos tapetes em couro.

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