Entre provas de laço, gineteadas e apresentações artísticas, o tradicionalismo também se renova pelas mãos e pela coragem das novas gerações.
No 46º Rodeio Nacional de Campo Bom, que ocorre neste final de semana no Parque do Trabalhador, algumas das protagonistas são meninas que, mesmo ainda crianças, já vivem intensamente a cultura gaúcha.
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Vindas de diferentes cidades da região, elas participaram de atividades que vão desde danças tradicionais até declamação e provas campeiras, mostrando que o futuro do tradicionalismo também passa pela dedicação das mais jovens.
A prenda Valentina Emanuele Lemanski da Silva, de 9 anos, do CTG M’Bororé, de Campo Bom, viveu um final de semana de muitas emoções.
Na tarde deste sábado (7), ela realizou sua última apresentação como integrante da invernada pré-mirim do CTG. Depois de quatro anos na categoria, onde ingressou aos 5 anos, Valentina se despediu dos companheiros entregando uma apresentação de mexeu com o público.
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Durante a apresentação, Valentina manteve o sorriso, cantou as músicas e realizou a coreografia, mas também não conseguiu segurar as lágrimas em alguns momentos. “Foi muito emocionante para mim, porque eu danço na pré-mirim desde os cinco anos”, conta.
Segundo ela, a apresentação deste sábado misturou sentimentos. “Foi uma apresentação em que deixei o meu máximo, fico triste de deixar meu grupo com quem fui muito feliz. é um misto de emoções”, completa.
Apesar da despedida, a dançarina já se prepara para um novo desafio dentro do M’Bororé, agora numa categoria mais avançada. “Vou poder aprender coisas novas, evoluir na dança, fazer o que gosto na invernada mirim”, sublinha.

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
Outra jovem que chamou atenção no rodeio foi Lavínia Mucke Urbanski, 8, moradora de Estância Velha e integrante do CTG Gaudérios da Saudade, do bairro Rincão dos Ilhéus.
Acostumada a se apresentar com a invernada, ela viveu neste fim de semana uma experiência inédita. Essa foi a primeira vez que ela declama um verso em um rodeio.
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A estreia aconteceu justamente no evento de Campo Bom e veio acompanhada de muito nervosismo. “Eu fiquei muito nervosa, eu fiquei tremendo”, conta. Lavínia apresentou o verso “Quando crescer”, de Ana Flor Spannenberg Vieira, depois de cerca de dois meses de preparação.
Apesar da ansiedade antes de subir ao palco, a experiência foi marcante. “Foi muito legal. Dá uma adrenalina. Estou confiante de que terei um bom resultado, mas se não ganhar também, valeu a experiência”, disse.
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Já entre as provas campeiras, uma das participantes mais jovens era Júlia Rotth, de apenas 4 anos, moradora do bairro Lomba Grande, em Novo Hamburgo. Mesmo com pouca idade, ela já participa de torneios de vaca parada, que é uma modalidade voltada às crianças.
Essa foi a segunda vez que a prendinha participa desse tipo de prova. O interesse pelo laço vem de casa. O pai e o irmão, de 9 anos, também participam das atividades campeiras, e Júlia cresceu acompanhando os treinos.
Segundo a mãe, a menina gosta de estar perto dos cavalos e faz questão de participar das atividades. “Ela vê o pai e o irmão laçando e quer estar junto. Ela gosta do cavalo e está sempre nessa função”, conta. A pequena tradicionalista já tem pilcha e também o próprio laço para treinar em casa e participar das provas durante os rodeios.