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MONITORAMENTO

Estações para prever enchentes e monitorar chuvas são instaladas em 29 cidades do RS; saiba quando equipamentos começam a operar

Com investimento de R$ 47,1 milhões, o projeto busca reforçar a prevenção de enchentes em períodos de chuva intensa

Publicado em: 24/10/2025 às 12h:50 Última atualização: 24/10/2025 às 12h:50
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O governo do Rio Grande do Sul instalou 30 estações de monitoramento em 29 cidades até esta segunda-feira (20). Com um investimento de R$ 47,175 milhões, o objetivo é fortalecer as estratégias de prevenção contra enchentes em caso de chuva intensa.

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Conforme o Estado, serão 113 estações hidrológicas, com sensores de nível e precipitação, e outras 17 hidrometeorológicas, coletando informações de 24 bacias hidrográficas, que contam com sensores de velocidade e direção do vento, umidade, pressão atmosférica, temperatura e precipitação.



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A iniciativa faz parte do eixo de infraestrutura da Política Estadual de Gestão Integrada de Riscos e Desastres, e está incluída nas ações do Plano Rio Grande.

Dentre os municípios que conta com um dos equipamentos está o de Sapiranga, que, segundo o secretário municipal de Segurança Pública e Mobilidade, Lioberto Ubirajara Caetano de Souza, recebeu a instalação de uma estação hidrológica no início do mês.

“Levou um dia inteiro para realizar a instalação na ponte da Estrada da Integração. Muitas pessoas acham que a Defesa Civil é só na hora do desastre, só na resposta, mas a gente precisa, no momento da calmaria, investir em instrumentos para que se tenha prevenção com tempo hábil para retirar as pessoas que tenham sido vitimadas”, diz Caetano.

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“Sem esse instrumento, a gente podia dizer ‘sai todo mundo’, sem ter uma precisão, porque o instrumento estava lá em Porto Alegre. Agora está aqui também, o Estado vai avaliar isso, cruzar os dados e nós vamos ter condições melhores de avaliar”, continua.

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O secretário afirma, ainda, que devido ao local em que o equipamento foi instalado, será possível coletar dados de Araricá, Parobé, Sapiranga e Taquara. “Porque ele fica bem ali onde tem o limite entre essas quatro cidades, então um ponto de coleta ali ajuda todos os municípios ao redor”, explica.

Quando os equipamentos começam a operar

Por meio de nota, a Defesa Civil Estadual informa que os equipamentos devem começar a operar em dezembro, com monitoramento realizado pela empresa MKS Sistemas, que subsidiará o setor com informações pertinentes à Gestão Integrada de Riscos e Desastres. Até essa data, eles precisam ser ligados, conectados e configurados.

O setor acrescenta que o número de equipamentos instalados tende a aumentar a cada dia, uma vez que a instalação ocorre em várias cidades simultaneamente.

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“As novas estações são de alta performance e operam na modalidade nowcasting de missão crítica, com atualização de dados a cada 15 segundos. Equipadas com sensores de medição do nível dos rios e do volume de chuva, além de câmeras para acompanhamento visual em tempo real, as unidades contam com transmissão via rede 4G/5G e redundância por satélite, garantindo a continuidade do funcionamento mesmo em situações adversas”, diz parte do material.

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“Os equipamentos possuem estruturas com alturas entre 6 e 12 metros, definidas conforme as características requeridas em cada local. A alimentação de energia do sistema ocorre por sistema solar off-grid com autonomia mínima de 7 dias, a qual é garantida por um conjunto de baterias mesmo em condições de baixa insolação”, completa o texto.

A Defesa Civil Estadual afirma, ainda, que, por fins de organização interna, a lista completa de municípios que receberão os equipamentos não é divulgada.

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Localidades onde foram instalados

  • Igrejinha
  • Nova Hartz
  • Sapiranga
  • Três Coroas
  • Imigrante
  • Teutônia
  • Montenegro
  • Putinga
  • Barão de Cotegipe
  • Getúlio Vargas
  • Passo Fundo
  • Marau
  • União da Serra
  • Sarandi
  • Rodeio Bonito
  • Coronel Bicaco
  • Santa Rosa
  • Panambi
  • Ibirubá
  • Caraá
  • Nova Palma
  • Santa Maria
  • Rio Pardo
  • Sinimbu
  • No limite entre Cerro Branco e Candelária
  • No limite entre Travesseiro e Pouso Novo
  • No limite entre Protásio Alves e Ipê
  • No limite entre Nova Roma do Sul e Farroupilha
  • Rolante (dois equipamentos)

Bacias hidrográficas contempladas pelo projeto

  • Bacia Hidrográfica do Rio Taquari-Antas
  • Bacia Hidrográfica da Lagoa Mirim e do Canal São Gonçalo
  • Bacia Hidrográfica do Rio Camaquã
  • Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos
  • Bacia Hidrográfica do Baixo Jacuí
  • Bacia Hidrográfica dos Rios Turvo – Santa Rosa – Santo Cristo
  • Bacia Hidrográfica do Lago Guaíba
  • Bacia Hidrográfica do Rio Ibicuí
  • Bacia Hidrográfica do Rio Pardo
  • Bacia Hidrográfica dos Rios Apuaê – Inhandava
  • Bacia Hidrográfica dos Rios Vacacaí – Vacacaí Mirim
  • Bacia Hidrográfica do Rio Caí
  • Bacia Hidrográfica do Litoral Médio
  • Bacia Hidrográfica do Rio Tramandaí
  • Bacia Hidrográfica do Rio Ijuí
  • Bacia Hidrográfica do Rio da Várzea
  • Bacia Hidrográfica do Rio Passo Fundo
  • Bacia Hidrográfica do Rio Piratinim
  • Bacia Hidrográfica do Rio Mampituba
  • Bacia Hidrográfica dos Rios Butuí Icamaquã
  • Bacia Hidrográfica do Rio Negro
  • Bacia Hidrográfica do Rio Quaraí
  • Bacia Hidrográfica do Alto Jacuí
  • Bacia Hidrográfica do Rio Santa Maria
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