Depois de dois anos fora da feira devido à gripe aviária (em 2023) e à Doença de Newcastle (em 2024), nesta edição as aves voltaram à Expointer. No total, 381 galinhas e galos de 33 raças e 542 pássaros de quatro raças participam no Pavilhão dos Pequenos Animais, que tem recebido milhares de visitantes durante o evento.
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Um dos criadores que retornou à feira com suas aves foi Vanderli Rodrigues Martins, que também é presidente da Associação de Criadores de Raça de Santa Vitória do Palmar. Ele comenta que a entidade participa desde de 2007 da Expointer, e o retorno agora foi muito importante. “A gente ficou dois anos sem fazer evento de aglomeração de aves. Esse retorno, para todos os criadores e entidades que estão aqui expondo, é muito importante. Somos selecionadores e preservadores de raças puras”, destaca Martins, que teve um galo e uma galinha como campeões entre as raças americanas.
Além da visibilidade, o presidente salienta ainda que o comércio de aves na feira auxilia muito os expositores. “A gente sempre costuma dizer que é aqui que paga as contas”.
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“Isso aqui pra mim é o paraíso”
Entre os expositores de pássaros está o presidente da Sociedade Ornitológica Rio-grandense (SOR) e morador de Porto Alegre, Pedro Cordeiro. Ele conta que cria pássaros há 60 anos e participa da Expointer há cerca de 30. “Não é competir. É transmitir pros outros a experiência que eu tenho com os pássaros”, pontua. “É minha realização pessoal, isso aqui pra mim é o paraíso”.
Cordeiro inscreveu uma média de 180 pássaros para o evento, entre calopsitas, periquitos e mandarins. Todos considerados filhotes, sendo que os mais velhos têm 6 meses. “Viemos para competir, a venda é uma consequência”, pondera, lembrando que entre as raças, o torneio é de beleza, que avalia entre outros quesitos, cor, a intensidade da cor e sua harmonia.
Trabalhando numa empresa que atua com máquinas de tratamento de sementes, Éverton Breansini, 37 anos, está expondo na feira. Morador de Não-Me-Toque, ele aproveitou que a família veio visitar a Expointer e os levou por vários pavilhões. Nas aves, o filho Gabriel, 4 anos, se encantou pelos passarinhos. “Meu guri queria comprar um, acabamos comprando um casalzinho”, disse, mostrando os periquitos e comentando que é a primeira vez que terão aves em casa.
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Foto: Priscila Carvalho/GES-Especial
Criador esteiense leva raça pela primeira vez à feira
Entre os canarinhos de canto, uma raça ainda pouco conhecida tem chamado a atenção. Morador de Esteio, Diogo Pereira, 40 anos, cria canários Timbrado Espanhol e levou 16 pássaros à Expointer, na sua primeira participação no evento.
“Eu vim com o intuito de mostrar essa modalidade. A raça Timbrado Espanhol está iniciando, é a nova febre, porque ela tem uma modalidade um pouquinho diferente. Os canários ornamentais, de porte, cor, visam a beleza. O canário de canto visa sempre o canto, então não interessa a cor”, comenta ele, que participa de torneios de canto com seus passarinhos por todo Estado e País.
“O pessoal está conhecendo e tem curiosidade de entender como é que funciona essa raça, saber o que ela tem de diferente, que é realmente o canto: ele é feito para cantar”, reforçou Pereira.
O criador comenta ainda sobre a importância de estar na feira. “Pra mostrar as modalidades e o pessoal entender a ave ornamental. Porque tem um preconceito em relação a um bichinho dentro da gaiola, mas não é o bichinho na gaiola, é uma preservação. Essas aves, não vivem na natureza. Elas são aves domésticas, são animais de companhia, de competição. Tem que mostrar a modalidade pro pessoal perder um pouquinho desse preconceito quanto a isso, pra entender que assim como tem o passarinho na gaiola, tem o peixe dentro do aquário. Mas é necessário isso, que faz parte da preservação.”