“Não abrimos mão de fazer a RS-010. A rodovia tem capacidade de gerar muito desenvolvimento.” Essas foram as palavras do governador Eduardo Leite (PSD) ao confirmar a permanência da Rodovia do Progresso no Bloco 1 de concessões rodoviárias.
A fala aconteceu na tarde desta quarta-feira (25) durante a 3ª edição do Fórum de Debates Setcergs/Federasul, em Porto Alegre. No evento, o governador também antecipou mudanças no Bloco 1, que serão apresentadas definitivamente no prazo de até 10 dias. “Nós queremos viabilizar uma rodovia que será estruturante na região metropolitana e capaz de gerar muito investimento”, reforçou, ao comentar a importância da estrada, responsável por ligar Porto Alegre e Sapiranga.

Foto: Juliano Piasentin/GES-Especial
A obra da RS-010 representa a construção de 41,4 quilômetros com pista dupla. O objetivo é desafogar o tráfego na região metropolitana, sem interrupções em caso de eventos hidrológicos extremos, como aconteceu em maio de 2024, quando a BR-116 foi tomada pelo Rio dos Sinos.
“Estamos falando não apenas de criar uma alternativa à BR-116, como também de ativar economicamente uma região que acaba sendo menos desenvolvida porque não tem uma estruturação de sistema rodoviário”, explicou Leite. O governador também reforçou a possibilidade de novos investimentos a partir da implementação da rodovia.
“Vamos conseguir atrair muitas empresas de logística, indústrias, diversos setores de serviços para uma região que hoje é pouco habitada e utilizada”, completou.
Mudanças no modelo
Foram apresentados dois caminhos possíveis para a Rodovia do Progresso. Estudos feitos pelo Daer apuram e estimam custos de implementação. Entretanto, são considerados iniciais, sem conseguir estimar exatamente o valor da construção da RS-010, que no projeto está estimado em R$ 600 milhões.
Um dos caminhos apontados pelo governador é prever a obrigação da futura concessionária em construir a rodovia e inserir parte destes custos nas tarifas do Bloco 1. Ou, chamar a empresa e prever que todos os projetos e licenciamentos sejam elaborados pela vencedora do leilão previsto para junho, e a partir disso, um reequilíbrio seria feito pelo Estado para sustentar a obra.
“A RS-010 tem receitas próprias dos pórticos que serão instalados na futura rodovia, que hoje não existe. Serão três pórticos [free flow] previstos ali. Ela consegue sustentar boa parte deste custo, mas não consegue sozinha”, reitera Leite.
Os três pontos de cobrança no sistema free flow previstos serão localizados em Cachoeirinha (R$ 3,22), Sapucaia do Sul (R$ 4,06) e Campo Bom (R$ 4,13).
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