Nova Petrópolis voltou a se transformar, oficialmente, na casa das culturas do mundo. Na noite da sexta-feira (17), a Rua Coberta recebeu a cerimônia oficial de abertura da 53ª edição do Festival Internacional de Folclore, reunindo autoridades, grupos folclóricos, comunidade e visitantes para celebrar o início de 17 dias dedicados à diversidade cultural, ao intercâmbio entre povos e à preservação das tradições.
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Foto: Jei Heydt/Divulgação
A chegada da Chama Folclórica, acesa na noite anterior pela comunidade de Fazenda Pirajá, marcou um dos momentos mais emocionantes da solenidade. Conduzida pelas soberanas do Folclore Alemão, pelo prefeito Daniel Michaelsen, pelo vice-prefeito Alexandre da Silva e pelo presidente da Associação dos Grupos de Danças Folclóricas Alemãs de Nova Petrópolis, Victor Lima Schwantes, a chama passou a iluminar o festival, simbolizando a continuidade das tradições e o compromisso de manter viva a cultura.
Em sua mensagem, as soberanas do Folclore Alemão, rainha Jéssica Fernanda Schaab, 1ª princesa Olívia Nienow e a 2ª princesa Ketrin Ananda Kich, lembraram que o festival faz parte da identidade da comunidade e representa um sentimento cultivado desde a infância.
“O Festival faz parte de quem somos. Um amor genuíno pela nossa cultura nos trouxe até aqui. Este é o momento que esperamos o ano inteiro, quando idiomas, músicas e ritmos diferentes ocupam o mesmo espaço para dialogar, ensinar e encantar. É quando as diferenças se entrelaçam.”
Elas também destacaram que Nova Petrópolis volta a ser, durante o festival, o lar de milhares de pessoas vindas de diferentes regiões e países. “É um tempo em que o mundo inteiro escolhe a nossa cidade para ser seu lar.”
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Durante a cerimônia, o secretário municipal de Turismo e Cultura, Rodrigo Barbieri Sangali, ressaltou que o festival representa a essência da comunidade. “Aqui a cultura não é discurso. Ela é prática, é cotidiano. Este evento representa a força da nossa comunidade e do trabalho de centenas de pessoas que atuam para fazer o festival acontecer.” Segundo ele, o evento reafirma o propósito de consolidar Nova Petrópolis como um dos principais destinos turísticos e culturais do País.
O presidente da Associação dos Grupos de Danças Folclóricas Alemãs de Nova Petrópolis, Victor Lima Schwantes, representando a entidade promotora do evento, destacou que o festival ultrapassa a condição de um evento cultural. “O folclore não é apenas um evento. Ele faz parte da nossa identidade. Seguimos olhando para o futuro com o compromisso de tornar este momento inesquecível para todos e de fazer com que a dança e a música continuem sendo pontes entre culturas e corações”, pontua.
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Representando o governo do Estado, o secretário da Cultura do Rio Grande do Sul, André Kryszczun, definiu o Festival Internacional de Folclore como a principal referência do segmento no Estado e destacou que investir em cultura significa impulsionar o desenvolvimento.
“Trabalhar com cultura também é incentivar a economia. Mas o maior legado está nas memórias que cada visitante leva consigo. Quem passa por Nova Petrópolis leva um pouco desta história para sempre”, argumenta.
Pronunciamento em espanhol
Surpreendendo a plateia e encantando todos os presentes, o prefeito Daniel Michaelsen iniciou seu pronunciamento em espanhol, homenageando os grupos latino-americanos presentes. Segundo ele, o gesto simbolizou o tema da edição de 2026, “O Mundo se Encontra em Nossa Casa”. “Quando recebemos alguém em nossa casa, queremos que ele se sinta bem-vindo desde a primeira palavra.”
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O gesto, no entanto, não foi improvisado. Durante os últimos cinco meses, o prefeito participou de aulas particulares do idioma para que pudesse recepcionar, com respeito e acolhimento, os grupos folclóricos vindos da América Latina.
Segundo Daniel Michaelsen, a decisão nasceu do desejo de transformar o acolhimento em uma atitude concreta. “Acabei de me dirigir aos nossos visitantes em espanhol porque essa foi a forma mais sincera que encontrei de acolher a maioria dos grupos internacionais que vieram celebrar conosco o Festival Internacional de Folclore”, relata.
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Após a abertura oficial, o público acompanhou o espetáculo “Nosso Chão, Nosso Palco”, produção inédita que uniu dança, teatro e recursos audiovisuais para refletir sobre pertencimento, identidade e a importância da cultura na formação das comunidades.
Até o dia 2 de agosto, cerca de 2 mil artistas, vindos de diversas regiões do Brasil e do exterior, participarão de aproximadamente 200 apresentações, oficinas, noites culturais, desfiles e atividades comunitárias, reafirmando Nova Petrópolis como um dos maiores palcos do folclore e da diversidade cultural da América Latina.
A programação no palco do evento é diária e gratuita.