A morte de Isac Emanuel Ribeiro da Silva, 35 anos, terceiro ciclista vítima do atropelamento no último sábado (21), na RS-115, em Três Coroas, deixa um vazio que vai ser difícil de preencher para os amigos.
Além de um corretor de imóveis e empreendedor de sucesso e de um ciclista dedicado, Isac Ribeiro será lembrado pelo jeito leve de viver e, principalmente, pelo bom humor que marcava todos ao seu redor.

Foto: Arquivo pessoal
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Para os amigos, Isac era o mais animado dos pedais e das confraternizações. Aquele que puxava conversa, fazia piada e aprontava pegadinhas.
O amigo-irmão Marciel Soares, conhecido como Catarina, 47 anos, lembra que Isac era alto astral em todos os momentos, nos pedais, nos grupos de Whatsapp ou nas confraternizações que realizavam.
“Ele era o mais brincalhão da turma. Tu postava uma foto, ele dava um jeito de fazer figurinha. Nas jantas dos nossos grupos, era o cara engraçado, sempre aprontando para todo mundo. O Isac era amigo de todo mundo, todo mundo queria ele bem, era um cara sem palavras”, conta.
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Catarina recorda duas pegadinhas que Isac aprontou. Na pandemia, Isac criou uma cervejaria fictícia e anunciou chope barato usando o telefone do amigo como contato. “Era gente de toda região querendo comprar chope de mim”, relembra.
Em outra ocasião, anunciou venda de pinhão também com o número de Catarina. “O telefone não parava de tocar. Eu sabia que era coisa dele. Esse era o Isac, e não era só para mim, ele aprontava para todo mundo”, afirma.
O amigo Braytner Claudino, 46, destaca que era impossível saber quando Isac falava sério. “Nunca estava com a cara fechada. A gente sempre morria de rir.”
Mas também ressalta o exemplo de pai e marido. “Ele sempre colocava a família em primeiro lugar. O amor que tinha pela Sissa e pelas crianças era exemplar. Ele deixa um legado de como viver e tratar as pessoas”, pontua.
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Já Márcio Hedler, 41, conheceu o lado mais humano do amigo em um momento difícil. “Eu estava com sinais de depressão e ele me ajudou com as brincadeiras. A gente saía para pedalar triste e voltava feliz quando ele estava junto”, recorda.
Para Gustavo Selbach, 51 anos, Isac era leve e presente. “Sempre preparado para uma piadinha. Vai deixar um buraco muito grande”, frisa.
Isac expressou desejo de ter órgãos doados
A morte de Isac Ribeiro foi confirmada nesta terça-feira (24). Segundo Marciel Soares, o diagnóstico foi apontado ainda na noite anterior e ratificado por novo exame na manhã de hoje. Em respeito a um desejo registrado em cartório pelo próprio Isac, os órgãos dele serão doados.

Foto: Arquivo pessoal
Esposa e amiga também morreram
Também morreram na ocorrência a esposa dele, Clarissa Felippetti, a Sissa, 38, e a amiga do casal, Fernanda Barros, 35. Sissa e Fernanda foram sepultadas no domingo (22). Isac e Sissa eram casados há 10 anos e tiveram dois filhos, uma menina de 8 anos e um menino de 6 anos.
O acidente
Isac, Sissa e Fernanda pedalavam pelo acostamento da rodovia quando foram atingidos pelas costas por um Fiat Palio prata, emplacado em Gramado.
O motorista, um homem de 42 anos, não era habilitado e, segundo o Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM), estava bêbado. Ele foi preso em flagrante e teve a prisão preventiva decretada no domingo, na audiência de custódia.
Despedida
Até o momento, não há informações confirmadas sobre o velório e o sepultamento de Isac Ribeiro.