A tradição de brindar com um canecão de chope personalizado segue firme na Oktoberfest de Igrejinha. Nesta edição, a comissão organizadora estima a venda de cerca de 15 mil unidades ao longo dos dez dias de festa. O número reforça a importância desse item, que há anos se consolida como o carro-chefe entre os mais de 30 produtos disponíveis na loja oficial do evento.

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
Logo na entrada do Parque de Eventos Almiro Grings, é impossível não notar o movimento intenso no espaço de souvenirs. Canecões, camisetas, chapéus, bótons, pins e tiaras estão entre as opções que conquistam os visitantes, mas é o tradicional canecão que segue como o item mais disputado.
“O público chega e a primeira parada já é a lojinha, para garantir a lembrança da festa”, conta Hélio Secchi, membro da comissão organizadora e responsável pelo setor de souvenirs.
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Secchi explica que o mix de produtos foi pensado para agradar todos os públicos, mas são os canecões que mantêm a liderança nas vendas.
“O pessoal gosta de sair com o caneco pendurado, é uma tradição”, afirma. Segundo ele, há modelos para todos os gostos e bolsos. O caneco de alumínio, mais simples, custa R$ 25, o pintado de preto ou bronze sai por R$ 30, o modelo de dois litros é R$ 50, o de poliuretano imitando madeira com miolo de alumínio custa R$ 100.
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O mais sofisticado é o caneco de madeira em formato de barril, com acabamento interno em alumínio, que custa R$ 210. “É o caneco mais especial, a grande jóia dos canecões, e o de maior valor agregado da festa. Não é barato, mas vende bastante”, destaca Secchi.
Canecões viram lembrança da festa
A procura é tanta que quem chega ao parque dificilmente resiste à tentação de sair com o seu. A moradora de Gravataí Andréia Neves, de 48 anos, é frequentadora assídua da Oktoberfest há uma década. Assim que chegou neste sábado (18), foi direto à lojinha.
“Tem que ter a caneca pra lembrar do momento”, disse, enquanto transferia o chope do copo plástico para o novo canecão.
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Para outras visitantes, a experiência foi inédita. A moradora de Canoas Maria Lúcia Tavares Santos de Freitas, 71, veio pela primeira vez à Oktoberfest acompanhada das amigas Vilma Gonçalves dos Santos, 67, e Carmem Maria Teixeira, 69. As três mal haviam chegado e já exibiam seus canecões nas mãos. “Faz meia hora que estamos aqui e já entrei com o caneco. Não poderia faltar”, afirma Maria.
A esposa do presidente da Oktoberfest, Alana Jost, explica que essa tradição é parte do encanto da festa. “Todo mundo quer levar uma lembrança da Oktober. É o sentimento de pertencimento. Quem faz a festa acontecer quer que o público também se sinta parte dela. A primeira parada é a lojinha, pra levar o seu caneco, o seu pin, o seu chapéu e poder se sentir pertencente a essa celebração”, afirma.