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REFÚGIO

Passarela de Dois Irmãos vira refúgio verde em meio à cidade e deve passar por revitalização

Estrutura que liga Primavera ao Centro completa 30 anos e está inserida em corredor ecológico com espécies da Mata Atlântica

Publicado em: 25/02/2026 às 17h:19 Última atualização: 25/02/2026 às 17h:19
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Muito além de um simples caminho de passagem. A passarela que conecta o bairro Primavera ao Centro de Dois Irmãos, construída há 30 anos sobre o Arroio da Direita, deixou de ser apenas uma alternativa de deslocamento e passou a se consolidar como ponto de contemplação da natureza em plena área urbana.

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Inaugurada em 1996, durante a gestão do então prefeito Renato Dexheimer, a estrutura surgiu para resolver um problema concreto: moradores do Primavera precisavam contornar pela Avenida Irineu Becker ou pela Rua João Klauck para chegar ao Centro, ampliando consideravelmente o tempo de trajeto.

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Três décadas depois, mesmo com o avanço dos aplicativos de transporte, bicicletas e aumento da frota de veículos, a passarela mantém importância estratégica — e cotidiana.

O professor Daniel Santana Nobre Filho, de 38 anos, utiliza a estrutura com frequência. Segundo ele, o atalho representa economia de mais de dez minutos no deslocamento diário. “É uma mão na roda, além de ficar em um lugar muito bonito. Só acho que ela precisa de uma revitalização”, afirma.

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Daniel Santana Nobre Filho | abc+



Daniel Santana Nobre Filho

Foto: Geison Concencia/GES-Especial

Para a venezuelana Alexandra Neri, de 30 anos, a economia chega a cerca de 30 minutos. “A passarela é segura e iluminada. À noite, dá para percorrer com tranquilidade”, relata.

Alexandra Neri | abc+



Alexandra Neri

Foto: Geison Concencia/GES-Especial

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Área de preservação permanente

A passarela está construída sobre o Arroio da Direita e atravessa uma área de preservação permanente que integra um corredor ecológico de Mata Atlântica ainda existente no município. Ou seja, não é o corredor em si, mas está inserida nesse fragmento ambiental que conecta áreas verdes e permite a circulação da fauna silvestre.

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De acordo com a chefe do Departamento de Meio Ambiente, Valessa da Rosa, o entorno abriga espécies como bugio-ruivo, quati, gambás, lagartos e ouriços.

“O Departamento já realizou registros de fauna nesse trecho que integra o corredor ecológico estabelecido pela área de preservação permanente”, explica.

A Prefeitura sinaliza a intenção de revitalizar a estrutura, ampliando sua funcionalidade e valorizando não apenas a mobilidade urbana, mas também o potencial ambiental do espaço.

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Três décadas depois, o que nasceu como solução prática de deslocamento se mantém atual — agora também como ponto de contato entre cidade e natureza.



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