A Prefeitura de Sapucaia do Sul ingressou, recentemente com uma Ação Pública contra o Estado do Rio Grande do Sul e a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), com o pedido liminar para fossem suspensos imediatamente os trabalhos realizados na área do Horto Florestal.
A decisão foi tomada após uma reunião com os representantes do movimento Salve o Horto. A gestão segue no aguardo de um retorno da ação.
No final do mês de maio, cerca de 400 pessoas se mobilizaram para protestar contra o corte de árvores na Reserva Florestal Padre Balduíno Rambo. No local, ocorrem trabalhos de supressão de árvores desde início do mesmo mês, ação autorizada pela Fepam, via licenciamento ambiental.
LEIA TAMBÉM: Vacina da dengue do Butantan: Municípios da região seguem decreto do Ministério da Saúde e interrompem aplicação
Conforme a Fepam, a supressão de vegetação em área de até 17 hectares, para uso alternativo do solo, dentro de um empreendimento com área total de 34 hectares. A autorização, conforme a entidade, está em nome de um empreendedor responsável pelo processo ambiental apresentado junto à fundação.
Em nota, a Fepam e A Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) informaram que apenas quando forem intimadas de ação civil pública anunciada pela prefeitura de Sapucaia do Sul irão se manifestar no processo.
A reportagem de ABCMais esteve no local, na tarde desta segunda-feira (8), e constatou que não há mais maquinário ou operadores trabalhando no corte de árvores, assim como não foi identificada a entrada ou saída de caminhões com toras de madeira da localidade.