Um empresário, um professor e uma estoquista de supermercado. O que estes três podem ter em comum? Além de serem gaúchos, o Pedro Tadeu Leal, 42 anos, o Airton Zago, 29, e a Camila Campos, 36, são atletas de powerlifiting, uma modalidade de levantamento de peso, com movimentações e pontuações específicas. Eles fazem parte de um grupo de mais de 50 atletas que se reúne neste sábado (17), no ginásio Municipal Palácio dos Esportes, em Sapiranga, para a segunda edição da Copa Vale do Sinos de Powerlifting.

Foto: Juliana Nunes/GES-Especial
LEIA TAMBÉM: Desassoreamento de arroios será ampliado em Novo Hamburgo a partir da próxima semana, anuncia Finck
A competição, que tem o apoio da Secretaria de Turismo, Cultura e Desporto de Sapiranga, é organizada pela academia Powerlifting Brasil, de Porto Alegre e é classifica os atletas para a etapa nacional da GPA (Global Powerlifting Alliance). A competição envolve as provas de supino e o levantamento terra. a participação do público é solidária, mediante a doação de 1kg de alimento não-perecível. A premiação está prevista para às 15 horas.
O Pedro Leal, empresário de Novo Hamburgo, participa como atleta e também faz parte da organização. Além disso ele é campeão mundial na modalidade. Ele venceu a competição mundial que ocorreu em novembro de 2025, na Argentina.
“Sou atleta desde 2002. A primeira coisa que o esporte ensina é disciplina. Se você tem disciplina no esporte terá também no seu cotidiano, no seu trabalho. Sem contar que o esporte afasta das drogas lícitas
e ilícitas. Esse ano o mundial será na Hungria. Estou me preparando também neste ano para o campeonato brasileiro, ibero-americano e, claro, o mundial”, conta o campeão.
Airton, que é professor de Português e mora em Carazinho, lembra que a modalidade é 100% técnica. “Não é força, é técnica. E tem que estar muito concentrado. Esquecer de tudo. Na hora é você e a barra. O treino é por periodização, treina pesado, mas tem os dias de cansaço. Nos meus momentos de descanso eu gosto de ler”, diz.

Foto: Juliana Nunes/GES-Especial
CONFIRA: “Me limitaram de andar, não de voar”: Experiência do voo livre rompe barreiras em Sapiranga
Representando as mulheres no supino estava a Camila, que é estoquista de supermercado e mora na cidade de Torres. “Sempre amei esporte. Eu era do fisiculturismo, mas não me adaptei. Meu marido compete pelo powerlifiting e acabei entrando, ele é meu treinador. Me apaixonei pela modalidade. Quero incentivar outras mulheres. Precisamos ocupar novos espaços”, ressalta.
A Copa tem o apoio também da academia Flex Fit, que fez as articulações com a prefeitura para que o evento fosse sediado na cidade. “Tivemos o apoio da secretaria de Desporto de Sapiranga e em maio vamos trazer o campeonato brasileiro, ele será realizado no ginásio Nenezão. O powerlifiting vem crescendo e é sempre bom apoiar o esporte”, destaca o proprietário da rede de academias, Fernando Wagner.
Como funciona o powerlifiting?
O atleta de powerlifting tem como objetivo competitivo realizar 1 repetição máxima com três tentativas nas modalidades agachamento, supino e levantamento terra. O intuito é melhorar o rendimento das manifestações de força máxima e de potência muscular.
Em uma competição, cada atleta tem três tentativas para cada um dos três movimentos. O maior peso validado em cada exercício é somado para gerar o resultado total do competidor, que define sua classificação dentro de sua categoria de peso e idade.