Nem mesmo a tarde cinzenta e de chuviscos afastou os participantes do desafio proposto pelo 10º Verão em Picada Café. A programação de sábado (14) incluiu uma atividade em duas etapas: primeiro, uma preparação no Morro do Vento; depois, a descida principal de rapel na ponte sobre o Rio Cadeia, no limite entre Picada Café e Linha Nova. [Assista ao vídeo no final da matéria]

Foto: Dário Gonçalves/GES-Especial
A atividade começou no mirante de madeira do Morro do Vento, uma estrutura de três andares com cerca de 10 metros de altura, onde os participantes receberam orientações técnicas do Corpo de Bombeiros Voluntários. No local, aprenderam sobre equipamentos, postura correta e procedimentos de segurança antes de encarar o desafio maior.
A secretária de Turismo, Indústria e Comércio, Cléri Spindler, destacou que a proposta foi justamente oferecer uma experiência segura e acessível dentro da programação comemorativa. “É o 10º Verão em Picada Café, e hoje com o rapel. Em parceria com o Corpo de Bombeiros Voluntários, que é muito importante para fazer a preparação e proporcionar a segurança para os participantes”, afirmou.
Aventura, coragem e adrenalina
Entre os participantes estava a professora de química Alana Binsfeld, 25 anos, moradora de Vale Real. Ela foi uma das primeiras a descer — acompanhada do namorado e da sogra — e resumiu a experiência em uma palavra: coragem.
“Acho que a palavra do dia é ‘coragem’. Nunca tinha feito rapel, e hoje a gente veio com tudo, mente e coração abertos e corpo preparado para fazer a atividade. É uma experiência muito legal, todo mundo que tiver a oportunidade deve aproveitar. Dá um friozinho na barriga, a perna treme, mas quando acaba é um sentimento muito bom, de adrenalina. E com chuva é até mais refrescante, ela vem para beneficiar esse momento de aventura”, relatou.
Proprietário do Morro do Vento, Rafael Ruppenthal destacou que o local recebe visitantes em diferentes condições climáticas, o que também transforma a paisagem e a experiência. “Nós abrimos nos finais de semana e feriados, e o público pode vir com tempo bom ou ruim, porque muda bastante, às vezes fecha de neblina e dá um clima diferente. E o rapel é um esporte que dá um pouco de aventura, também há outros esportes por aqui, que o pessoal curte bastante, principalmente no verão”, comentou.
Após a etapa inicial, o grupo seguiu até a ponte sobre o Rio Cadeia, onde a descida alcança entre 20 e 30 metros. Ali, a experiência ganhou outro cenário: a correnteza abaixo, as pedras às margens do rio e o som da água completaram o percurso.
O rapel integrou a programação gratuita do Verão em Picada Café, que segue com atrações voltadas à comunidade ao longo do mês de fevereiro.
Veja vídeo: