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PERIGOS NA ESTRADA

RS-239: Mobilização regional para frear escalada de mortes na rodovia

Fórum promovido pelo Grupo Sinos busca alternativas para rodovia estadual. Campanha entra no ar hoje

Isaías Rheinheimer
Publicado em: 31/03/2026 às 20h:00 Última atualização: 01/04/2026 às 10h:49
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Diante de um cenário alarmante de acidentes na RS-239, autoridades políticas, representantes de órgãos de trânsito e lideranças regionais participaram, na manhã de terça-feira (31), de um fórum promovido pelo Grupo Sinos, em Novo Hamburgo, para discutir medidas urgentes de segurança viária.

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O encontro ocorre após reportagem revelar um início de 2026 violento na rodovia, com o registro de uma morte a cada dez dias, em média, em pouco mais de dois meses.

Encontro para debater problemas da RS-239 aconteceu na sede do Grupo Sinos, em Novo Hamburgo | abc+



Encontro para debater problemas da RS-239 aconteceu na sede do Grupo Sinos, em Novo Hamburgo

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial

Além das mortes, dados apresentados pelo Comando de Polícia Rodoviária da Brigada Militar (CPRv BM) apontam que outros 41 acidentes com lesões foram registrados no mesmo período, totalizando 75 vítimas entre mortos e feridos.

FIQUE POR DENTRO: Rotatórias em avenida de Novo Hamburgo confundem motoristas e geram preocupação

O evento reuniu prefeitos de cidades cortadas pelo trecho Novo Hamburgo-Rolante, além de representantes de entidades, universidade e órgãos ligados ao trânsito.

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Entre os presentes estavam:

  • Prefeito de Parobé, Gilberto Gomes Júnior;
  • Prefeito de Campo Bom, Giovani Feltes;
  • Secretário de Planejamento de Sapiranga, Carlos Maurício Regla;
  • Reitor da Universidade Feevale, José Paulo da Rosa;
  • Comandante do CPRv BM, coronel André Luiz Stein;
  • Lideranças da Associação Comercial, Industrial e de Serviços (ACI)
  • Representante da Associação dos Municípios do Vale Germânico (Amvag), Silvia Trovo.
  • EGR, que é concessionária da rodovia, estava representada pela engenheira Camila Kohler.

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Diagnóstico preocupante: “vidas estão sendo perdidas”

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Gusmão | abc+



Gusmão

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial

Responsável por conduzir o encontro, o CEO do Grupo Sinos, Fernando Gusmão, apresentou um levantamento detalhado sobre a acidentalidade na RS-239 neste início de ano.

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A radiografia trouxe dados sobre os pontos com maior incidência de acidentes, horários críticos e o perfil das ocorrências, muitas delas envolvendo falhas humanas.

Os participantes foram unânimes em observar que a rodovia é perigosa e o alto índice de acidentes preocupa diretamente os municípios, impactando o sistema de saúde, a mobilidade e o cotidiano da população.

Também houve consenso de que há déficit de investimentos ao longo da via, especialmente em melhorias estruturais e de engenharia.

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Durante o fórum, o Grupo Sinos lançou oficialmente uma campanha de conscientização voltada a motoristas e pedestres que utilizam a RS-239. A iniciativa é veiculada a partir desta quarta-feira (1º) em todas as plataformas do grupo (mídia impressa, digital e rádio).

“Também queremos levar essa campanha para outros locais, envolver as entidades, as prefeituras, as escolas”, avisa o CEO do Grupo Sinos.

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Gusmão destacou o papel histórico da imprensa na mobilização por melhorias em rodovias e relembrou outras iniciativas lideradas pelo Grupo Sinos, como as ações na BR-116, no trecho entre o bairro Roselândia e o acesso a Ivoti, e a defesa da implantação da terceira faixa, cujas obras estão atualmente em andamento, além da luta pela extensão da BR-448 até Portão.

“Esse é o papel da imprensa, da nossa empresa, que historicamente atua nessas pautas. Não podemos ficar só assistindo, porque vidas estão sendo perdidas”, destaca.

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Como proposta, o Grupo Sinos sugeriu a instalação de placas ao longo da rodovia indicando o número de acidentes e a quantidade de dias sem registros fatais. A ideia é provocar um impacto direto no comportamento dos motoristas.

EGR admite limitações e se coloca como ouvinte

Embora o diretor-presidente da EGR, Luiz Fernando Vanacôr, não tenha participado do encontro, a autarquia foi representada pela engenheira Camila Kohler, que atua há cerca de dez anos no órgão.

Durante sua fala, ela apresentou algumas ações já realizadas na rodovia, como reforço na sinalização, intervenções entre Sapiranga e Parobé com foco na redução de velocidade, instalação de controladores eletrônicos e melhorias pontuais, como a instalação de passarelas, incluindo uma intervenção na região do IFSul, em Rolante.

Apesar disso, a engenheira reconheceu que ainda há pontos críticos, como os retornos perigosos, e admitiu a necessidade de novos investimentos. Camila também destacou que a EGR vive um momento de incerteza por conta de um processo de futura concessão, o que impacta o planejamento de longo prazo.

“Estou aqui mais para escutar vocês, para a gente conseguir estudar as sugestões e avaliar a viabilidade de aplicação”, afirma.

O que os participantes falaram

Gilberto Gomes Júnior, prefeito de Parobé  | abc+



Gilberto Gomes Júnior, prefeito de Parobé

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial

“A gente investiu mais de R$ 1,5 milhão em iluminação na RS239, em Parobé, e conseguimos zerar as mortes por atropelamento à noite. Mas surgiram outros problemas: acidentes quase diários, muitos sem registro oficial. Isso mostra que há falhas na pista e nos retornos, e precisamos de ações concretas e apoio da EGR, não só conscientização.”

Gilberto Gomes Júnior, prefeito de Parobé

Giovani Feltes, prefeito de Campo Bom  | abc+



Giovani Feltes, prefeito de Campo Bom

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial

“O encontro reforça o papel do Grupo Sinos em levantar pautas que defendem a vida e a nossa região. A RS-239 tem nos assustado pela alta frequência de acidentes, e precisamos avançar tanto na conscientização quanto em investimentos. Campo Bom é parceiro dessa mobilização, porque discutir segurança viária é tratar diretamente do cotidiano das pessoas”.

Giovani Feltes, prefeito de Campo Bom

Carlos Maurício Regla, secretário de Planejamento de Sapiranga  | abc+



Carlos Maurício Regla, secretário de Planejamento de Sapiranga

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial

“A RS-239 corta o eixo urbano de Sapiranga e isso gera muitos problemas: travessias perigosas, falta de ciclovias, pistas laterais e novos acessos. O município está investindo pesado em iluminação, mas sentimos falta de investimento do Estado. Precisamos de soluções mais rápidas, porque as obras previstas só devem acontecer a longo prazo”. 

Carlos Maurício Regla, secretário de Planejamento de Sapiranga

Coronel André Luiz Stein, comandante do CPRv BM   | abc+



Coronel André Luiz Stein, comandante do CPRv BM

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial

“Toda iniciativa que busca melhorar a segurança viária é bem-vinda. A RS-239 tem alto fluxo e exige  atuação constante em fiscalização e orientação. A imprudência ainda é uma das principais causas de acidentes, mas há pontos que precisam de melhorias, como os retornos. A integração entre educação, engenharia e fiscalização é essencial para reduzir a sinistralidade.”

Coronel André Luiz Stein, comandante do CPRv BM

José Paulo da Rosa, reitor da Universidade Feevale  | abc+



José Paulo da Rosa, reitor da Universidade Feevale

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial

“A Feevale está diretamente inserida no contexto da RS239, com milhares de estudantes utilizando a rodovia diariamente e grande fluxo de público em seus espaços. Por isso, a preocupação com a segurança é constante. A iniciativa é positiva, mas ainda há espaço para ajustes, especialmente em retornos e acessos, e a universidade se coloca como parceira na busca por soluções.”

José Paulo da Rosa, reitor da Universidade Feevale

Fauston Saraiva, diretor executivo da ACI NH/CB/EV/DI/IV  | abc+



Fauston Saraiva, diretor executivo da ACI NH/CB/EV/DI/IV

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial

“A conscientização é fundamental, mas o problema vai além da RS-239. Precisamos ampliar esse debate, discutir formação de condutores e leis mais rigorosas. Hoje, falta cultura de responsabilidade no trânsito. Não adianta só cobrar obras ou fiscalização se as pessoas não mudarem o comportamento e não houver punições mais firmes.” 

Fauston Saraiva, diretor executivo da ACI NH/CB/EV/DI/IV

Silvia Trovo, representante da Amvag  | abc+



Silvia Trovo, representante da Amvag

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial

“Temos convicção de que a RS239 apresenta problemas estruturais que precisam ser corrigidos, além da imprudência  no trânsito. Ao longo dos anos, foram inúmeras tentativas dos prefeitos por melhorias, mas há um sentimento de desesperança. Precisamos avançar em soluções que equilibrem desenvolvimento, custos e, principalmente, a preservação da vida.”

Silvia Trovo, representante da Amvag

Camila Kohler, engenheira da EGR  | abc+



Camila Kohler, engenheira da EGR

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial

“Realizamos melhorias como reforço na sinalização, controladores de velocidade e intervenções pontuais, especialmente entre Sapiranga e Parobé. Sabemos que os retornos ainda são um ponto crítico e há outras demandas importantes. A EGR está aqui para ouvir sugestões e avaliar a viabilidade de novas ações, mesmo diante do cenário de futura concessão.”

Camila Kohler, engenheira da EGR

Veja o vídeo

RS-239: Encontro reúne autoridades no Grupo Sinos e aponta caminhos para frear violência

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