O Vale do Sinos é a nova sede da Federação dos Consepros do Rio Grande do Sul (Feconsepro-RS). A entidade agora passa a ser localizada junto ao prédio do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico e Eletrônico (Sindimetal), no chamado Centro das Indústrias, em São Leopoldo.
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A definição do local é uma das primeiras ações do novo presidente da Feconsepro, Rogério Daniel da Silva, que também gere o Conselho Comunitário Pró-Segurança Pública (Consepro) leopoldense. Rogério foi eleito para o cargo na semana passada e comandará a entidade estadual no biênio (2026-28).
Na quarta-feira (22), Rogério e o presidente do Sindimetal, Sérgio de Bortoli Galera, realizaram a assinatura do documento que confirma a sede do Feconsepro e Consepro leopoldense no Centro das Indústrias (Rua José Bonifácio, 204).

Foto: Divulgação
Reconhecimento
Rogério lembra que São Leopoldo frequentou o ranking das cidades mais perigosas do Estado, mas hoje vê esse status melhorar, obtendo queda nos indicadores de segurança pública nos últimos anos e ocupando, atualmente, a quarta posição entre as cidades mais seguras do Estado. “Essa conquista é mérito de um trabalho integrado e do diálogo constante entre os organismos públicos e a iniciativa privada, portanto, resultado de um modelo que tem no Consepro seu principal interlocutor”, colocou.
“O fato de uma federação da importância da Feconsepro ter sua sede aqui acaba sendo uma espécie de coroação e reconhecimento a este trabalho integrado. O que considero mais relevante em todo esse processo como presidente da Feconsepro é a oportunidade que teremos de replicar em todo o RS essa receita que vem dando certo. Logicamente, ter a sede da federação aqui, perto de nós, facilita essa construção”, ressaltou o novo presidente.
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Tema fundamental
Na avaliação de Sérgio Galera, a vinda das entidades para junto do prédio do Sindimetal é importante pois “o tema da segurança é fundamental para a cidade e, por consequência, para as indústrias”.
“O Programa de Incentivo ao Aparelhamento da Segurança Pública (Piseg) tem se mostrado um dos principais instrumentos de apoio nessa área. Os resultados obtidos em termos de segurança foram surpreendentes, demonstrando a efetividade do programa”, observou. “A justificativa das entidades para a atuação junto ao Sindimetal também se baseia no fato de que a maior parte das contribuições vem das indústrias. Soma-se a isso a abrangência territorial: enquanto outras entidades têm atuação mais restrita ao município, o Sindimetal RS, possui alcance regional mais amplo, o que permite oferecer um suporte mais estruturado e efetivo para a Feconsepro.”
Expectativa para os próximos dois anos
Rogério da Silva – que também é diretor de Segurança Pública da Associação Comercial, Industrial, de Serviços e Tecnologia de São Leopoldo (Acist-SL) – faz parte do Consepro há seis anos, sendo cinco deles como presidente. Segundo ele, o conselho leopoldense foi criado em 1980.
“Hoje, nosso Consepro evoluiu e ocupa um papel de protagonismo, sendo referência de atuação no estado, o que me deu mais tranquilidade para aceitar esse desafio de dirigir a Feconsepro”, disse. “A expectativa agora é oferecer subsídios, compartilhar conhecimento e experiência na busca de um nivelamento técnico e operacional entre os Consepros do RS, fortalecendo-os e contribuindo para que exerçam o papel relevante de protagonistas também em suas respectivas cidades”, ressaltou.
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Desafio de elevar e nivelar os conselhos
Para Rogério, toda a segurança bem-sucedida de um município passa pela parceria público-privada e é papel dos consepros fazer essa interlocução. “Além de serem mantenedores das forças de segurança, os conselhos atuam intermediando os próprios organismos de segurança. Essa bem-sucedida interlocução entre a sociedade civil e as forças de segurança são diferenciais positivos que impactam diretamente nos índices”.
Ele analisa que muitos consepros evoluíram com o passar do tempo e citou que o Piseg veio reforçar essa atuação, uma vez que permitiu um diálogo direto com o empresariado. “Os conselhos que entenderam sua importância e papel neste projeto saíram fortalecidos e com resultados muito positivos no que diz respeito ao aparelhamento das forças de segurança, como é o caso de São Leopoldo”.
Na visão dele, o desafio, no entanto, é aparelhar e preparar os consepros de cidades menores, pois nem todos estão organizados. “Em muitos municípios o conselho se resume a um CNPJ sem atividade ou força. Nosso desafio será elevar e nivelar esses conselhos, capacitando, oferecendo conhecimento técnico para que possam obter recursos e condições de discutir e contribuir para a segurança pública de seu município.”
Diálogo e logística
Para o presidente do Consepro de Novo Hamburgo, Cristiano Crippa, os conselhos são fundamentais para o fortalecimento da segurança pública, contribuindo diretamente para a agilidade nos investimentos e no atendimento das demandas das forças de segurança. “Para que os conselhos comunitários de segurança voltem a ocupar o espaço que merecem, é essencial dar visibilidade ao trabalho sério e contínuo que vem sendo realizado”, opina, exaltando o fato da federação estadual estar agora localizada na região.
“Com a nova gestão do Feconsepro, queremos auxiliar e promover uma rede de apoio aos consepros de toda a região. A transferência da sede facilita o diálogo e a logística, especialmente pelo fato de o presidente, Rogério, ser de São Leopoldo”, avalia. “Temos inúmeras ideias que serão colocadas em prática, com foco no treinamento e no fortalecimento de todos os consepros”, acrescenta.
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Articulação mais ágil e efetiva
O presidente do Consepro de Canoas, Jerri Bertoni Macedo considera que o conselho segue sendo uma ferramenta relevante e necessária, especialmente na articulação entre sociedade civil, setor empresarial e poder público, contribuindo para viabilizar recursos e apoiar a qualificação da estrutura de segurança no município.
Ele também celebra a transferência da sede da Feconsepro para São Leopoldo. “Na prática, isso tende a facilitar o diálogo, reduzir distâncias operacionais e ampliar a presença da federação junto aos consepros locais, tornando a articulação mais ágil e efetiva. A proximidade física e institucional favorece a construção de agendas comuns, o alinhamento de prioridades e o encaminhamento mais rápido de demandas”.
Para Macedo, a mudança contribui para o fortalecimento da Federação, valorizando outras regiões do Estado e ampliando a representatividade do sistema como um todo. “Para os consepros daqui, abre-se uma oportunidade concreta de maior protagonismo, com mais acesso, participação e influência nos debates e decisões estratégicas.”