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SAÚDE PÚBLICA

Suspensão temporária da obstetrícia do Hospital Montenegro completa duas semanas

Estado e direção da instituição são procurados para informar se há prazo para reabertura

Publicado em: 19/02/2026 às 14h:18 Última atualização: 14/05/2026 às 15h:28
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A suspensão temporária da obstetrícia do Hospital Montenegro completa duas semanas nesta sexta-feira (20). O local, que atendia pacientes de todo o Vale do Caí (composto por 19 municípios), previa que a medida durasse apenas duas semanas, no entanto, ainda não se tinha posição oficial sobre um retorno até a tarde desta quinta-feira (19).

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Suspensão era estimada em duas semanas, mas prazo se encerra nesta sexta-feira | abc+



Suspensão era estimada em duas semanas, mas prazo se encerra nesta sexta-feira

Foto: Divulgação

Embora a entidade seja privada, possui convênio com o governo do Estado para atender a população por meio do SUS. Com isso, a Coordenação Regional de Saúde (CRS) estruturou um plano de contingência para o atendimento às pacientes durante este período.

Conforme informações já encaminhadas anteriormente à reportagem pela Secretaria Estadual de Saúde, as gestantes são acolhidas no seu município para avaliação e classificação de risco e encaminhadas para o hospital de Sapucaia.

“Os casos que chegarem ao HM serão avaliados e triados, após encaminhados conforme fluxo da contingência”, descreveu a pasta, na data.

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De acordo com o Estado, cidades que não possuem hospital ou Unidade de Pronto Atendimento (UPA/PA), devem encaminhar para a CO do Hospital de Sapucaia do Sul, assim como partos de risco habitual.

Os partos de alto risco seguiam o que já era preconizado, com encaminhamentos para Canoas. No entanto, o Hospital Universitário de Canoas (HU) teve decretada a interdição cautelar parcial para novas internações e atendimentos em quatro setores a partir desta sexta-feira (20).

São estes: Unidade de Terapia Intensiva Neonatal, Centro Obstétrico e Sala de Parto e Alojamento Conjunto e Internação Pediátrica. Até esta quinta-feira (19), o Estado ainda não havia definido qual local deveria receber as pacientes no lugar da entidade.

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Município se adapta para acolher gestantes e auxiliar na demanda

Para contribuir com a demanda, a Secretaria Municipal de Saúde de Montenegro contratou, desde a implementação da medida, um obstetra e uma empresa para transportar as gestantes para os hospitais de referência em casos de necessidade.

Dessa forma, passou-se a ter três obstetras disponíveis no pronto-socorro durante o dia e três no turno da noite (este último possuía apenas dois antes da medida). Além disso, a viatura contratada pela empresa possui uma técnica em enfermagem obstétrica para acompanhar as pacientes.

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A secretária de Saúde interina da cidade, Camila Anversa, comenta como a cidade tem lidado com a demanda desde então. “Passamos a fazer 30 avaliações semanais com gestantes por meio da pasta”, descreve.

“Montenegro encaminha cerca de 10 gestantes semanais para as referências de alto risco e baixo risco. Além disso, o município contratou o Hospital Unimed Vale do Caí para atender os partos de urgência, neste caso já encaminhamos três pacientes”, continua.

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