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TAQUARA

Vale do Paranhana marca posição contra pedágios e intensifica tensão em audiência pública da concessão de rodovias do Bloco 1

Auditório da Faccat com capacidade para 1.100 pessoas ficou lotado nesta terça-feira (18)

Vale do Paranhana marca posição contra pedágios e intensifica tensão em audiência pública da concessão de rodovias do Bloco 1
Publicado em: 18/11/2025 às 17h:42 Última atualização: 18/11/2025 às 23h:10
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Assim como aconteceu em Gramado, o público do Vale do Paranhana marcou presença na audiência pública proposta pela Secretaria da Reconstrução Gaúcha (Serg). O encontro que ocorreu na Faccat, em Taquara, estava inicialmente previsto para ocorrer no Auditório 3, com capacidade para 250 pessoas.

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No entanto, devido ao número elevado de participantes, precisou ser transferido para o Palco Principal, que comporta 1.100 pessoas. A comunidade levou faixas, se organizou com camisetas e lotou o espaço, mostrando a organização regional no Paranhana. 

Audiência Pública em Taquara | abc+



Audiência Pública em Taquara

Foto: Jauri Belmonte/ Especial

O início da sessão foi tumultuado, com muitas vaias, críticas e assobios durante as falas dos secretários da Comunicação e da Reconstrução, Caio Tomazeli e Pedro Capeluppi, respectivamente. As cobranças eram relacionadas aos 23 pórticos de pedágios no sistema free flow, previstos no projeto de concessão do Bloco 1. “Vocês [secretários] estão defendendo o indefensável”, desabafou o prefeito de Três Coroas, Fabiel Port (Republicanos).

O mandatário ainda questionou a capacidade do Estado em administrar o dinheiro público. “Tenho certeza que, se repassar os valores aos municípios, vamos conseguir fazer todas as melhorias necessárias e sem precisar de pedágio.”

O presidente da Associação dos Municípios do Vale do Paranhana (Ampara) e prefeito de Igrejinha, Leandro Hörlle (PP), também voltou a criticar a concessão, reiterando não ser contrário às obras, mas sim ao modelo proposto. “Precisamos ter mais tempo para conversar. O Estado tem que escutar a comunidade.”

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Já o deputado estadual e ex-prefeito de Igrejinha, Joel Wilhelm (PP) criticou a falta de algumas melhorias, que em sua visão, são necessárias na RS-239, uma das nove rodovias do Bloco. “Não está contemplada a duplicação entre Riozinho e Maquiné. Faltam projetos de viadutos e acessos adequados.”

O político também voltou a indagar os representantes do governo estadual no que se refere ao aporte de R$ 1,5 bilhão do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs). “Esse valor é suficiente para melhorias nas oito rodovias e construção da RS-010.”

Início tumultuado e falas aplaudidas

Após um início tumultuado, onde o secretário teve dificuldades em falar, as mais de 30 pessoas que foram ao palco se pronunciar, foram ovacionadas pelo público. Alguns, mais exaltados, proferiram palavras de ordem contra o governador Eduardo Leite (PSD), inclusive pedindo a renúncia do político reeleito em 2022.

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Outros, afirmaram que podem derrubar o governo no caso da concessão ser concretizada com a cobrança de pedágios a partir de 2027 na região. Os moradores de Taquara, Igrejinha e Parobé também criticaram uma possível falta de transparência do Piratini quanto aos valores arrecadados pela Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR). “Queremos saber qual a previsão de arrecadação com os novos pórticos”, indagou um dos participantes.

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Audiência pública em Taquara | abc+



Audiência pública em Taquara

Foto: Juliano Piasentin/ GES-Especial

No decorrer das mais de duas horas de audiência pública, poucas propostas foram apresentadas pelos críticos ao modelo de concessão. Ainda assim, o titular da Secretaria da Reconstrução julgou a assembleia como positiva. “Ouvir as pessoas é fundamental nesse processo”, completou Capeluppi.

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