abc+

SAPUCAIA DO SUL

VÍDEO: Protesto é realizado em frente ao fórum onde ocorre julgamento de policial acusado de matar a esposa

Balões lembrando as vítimas de feminicídio no RS este ano e diversos cartazes foram colocados no local

Priscila Carvalho
Publicado em: 21/05/2026 às 15h:17 Última atualização: 21/05/2026 às 15h:17
Publicidade

Familiares e amigos de Jaqueline Araújo dos Santos realizaram um protesto em frente ao Fórum de Sapucaia do Sul, na manhã desta quinta-feira (21), onde ocorre o julgamento do seu ex-companheiro, o policial militar Jandavi Campos da Silva, 51 anos.

Publicidade

Jaqueline foi morta com um tiro na cabeça em maio de 2024, quando tinha 46 anos. O ex-marido dela é acusado pelo crime. O caso começou a ser julgado em março, mas no segundo dia o conselho de sentença foi dissolvido, cancelando o julgamento, segundo a advogada que representa a família da vítima, Thamyres Parulla. O júri foi remarcado com novos jurados e acontece nesta quinta (21) com previsão de conclusão na sexta-feira (22).

ENTRE NA COMUNIDADE DO JORNAL VS NO WHATSAPP E RECEBA MAIS NOTÍCIAS



Publicidade

Balões com nomes das vítimas de feminicídio no RS

Para marcar o julgamento e pedir a condenação do acusado, participantes da manifestação pacífica colocaram balões, cartazes e faixas em frente ao fórum. Os balões vermelhos, em formato de coração, traziam o nome, idade e cidade de cada uma das vítimas de feminicídio no Estado este ano. Um balão maior, dourado, trazia o nome de Jaqueline.

Os cartazes traziam frases como “Não tiraram só uma vida. Tiraram uma mãe, uma filha, uma irmã… Tiraram parte da nossa família”. Um banner com a foto de Jaqueline também destacava: “Que nenhuma mulher precise perder a vida por querer ser livre”. Além disso, uma das faixas trazia um recado a vítimas de violência doméstica: “Não retirem a medida protetiva! Ligue 180”.

A ideia da manifestação com balões lembrando as vítimas no RS veio da familiar de Jaqueline, Léia Santos. “Porque quando passamos por essa dor, a realidade bate mais forte. Embora a gente sempre se sentisse solidária às vítimas, nada como viver na pele a dor da perda”, iniciou. “Então, hoje, mais do que nunca, queremos justiça por ela. Mas também pelas 33 gaúchas que tinham família, amigos, uma vida! Ninguém tem esse direito de interromper a vida de alguém”, destacou.

Publicidade

Leía reforça que, em vídeos postados em redes sociais, familiares usaram a música “Uma de nós”, feita para Jaqueline. “Tem uma letra linda falando sobre a forma que ela foi tirada das nossas vidas, no mês das mães e pelas mãos de quem deveria proteger.”

LEIA TAMBÉM: Idoso investigado por abuso sexual contra animal doméstico é preso em Capão da Canoa

Publicidade

Relembre o caso

O crime causou comoção na cidade. Jaqueline era professora da rede municipal sapucaiense. O feminicídio aconteceu na noite de 13 de maio de 2024, no bairro Ipiranga, em Sapucaia do Sul. O autor, na época com 49 anos, era marido da vítima, que foi morta com um tiro na cabeça.

Eles estariam casados há 25 anos, tinham dois filhos, e Jaqueline teria manifestado o desejo pela separação. O homem não teria aceitado o fim do relacionamento. Soldado lotado no 15º Batalhão de Polícia Militar (15º BPM), de Canoas, ele se entregou um dia depois, apresentando a arma usada no crime, alegando que o disparo teria sido acidental durante a discussão.

Jaqueline era professora com mais de 20 anos de atuação no município e, à época do crime, estava lotada na Escola Municipal Aurialícia Chaxim Bes.

Publicidade
Protesto relembra vítimas de feminicídio durante julgamento de PM no RS

 

SILÊNCIO APRISIONA. INFORMAÇÃO LIBERTA. DENUNCIE! LIGUE 180.

Publicidade

"Silêncio aprisiona. Informação liberta" é a nova campanha do Grupo Sinos | abc+



“Silêncio aprisiona. Informação liberta” é a nova campanha do Grupo Sinos

Foto: Grupo Sinos

Publicidade