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SAÚDE

Hantavírus: Surto em cruzeiro pode chegar ao Brasil? Quais são os sintomas e os riscos da doença

Até esta segunda-feira, três pessoas que contraíram infecção em cruzeiro internacional morreram

Publicado em: 12/05/2026 às 14h:55 Última atualização: 12/05/2026 às 14h:55
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Um surto de hantavírus em um navio com 147 pessoas de 23 países diferentes têm causado preocupação ao redor do mundo. O Ministério da Saúde reitera que o caso, que causou a morte de três pessoas, não representa qualquer risco para o Brasil. [Assista ao vídeo no final da matéria]

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Surto de hantavírus em um navio com 147 pessoas de 23 países diferentes têm causado preocupação ao redor do mundo | abc+



Surto de hantavírus em um navio com 147 pessoas de 23 países diferentes têm causado preocupação ao redor do mundo

Foto: Gustavo Fring/Pexels

FIQUE DE OLHO: Minas Gerais confirma morte por hantavírus

Surto de hantavírus em navio

O que era para ser um momento relaxante, ou apenas mais um trabalho, se tornou um pesadelo para as 147 pessoas que estavam a bordo do cruzeiro MV Hondius. Deles, três morreram e 11 testaram positivo para a doença que, até então, era pouco falada.

Até a manhã desta terça-feira (12), 125 passageiros e tripulantes já foram evacuados do navio MV Hondius e levados para os seus países de origem, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O diretor-geral da OMS Tedros Adhanom Ghebreyesus afirma que o risco de haver novas infecções em outras partes do mundo por conta do hantavírus é muito baixo. “Não há o que temer”, diz.

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Hantavírus e a Síndrome Cardiopulmonar

O hantavírus é uma zoonose e faz parte de um grupo de vírus RNA que infectam naturalmente alguns roedores silvestres. Esses, que costumam carregar o vírus, são diferentes dos urbanos. Os que vivem nas cidades estão mais associados à transmissão da leptospirose.

Conforme o Ministério da Saúde, os animais infectados podem carregar o vírus durante toda a vida sem sequer adoecer, mas acabam eliminando o vírus tanto pela urina quanto pela saliva e fezes. Geralmente, é ao inalar as partículas de poeira, formadas por esses excrementos, que as infecções em humanos acontecem. 

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Na América do Sul, a hantavirose pode comprometer o coração da pessoa infectada, sendo denominada de Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), pois pode comprometer pulmões e coração. O número de casos por ano não é grande, mas a SCHP é fatal.

Recentemente, o Rio Grande do Sul confirmou dois casos, com um deles resultando em óbito. Na segunda-feira (11), Minas Gerais havia também confirmado uma morte pelo vírus. No entanto, nenhum dos casos tem a ver com o surto no navio.

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No Brasil, 81% das infecções acontecem nas zonas rurais, segundo dados da Saúde. Cerca de 53% da exposição acontece durante a limpeza de galpões e depósitos, seguido de 45% durante o desmatamento/aragem da terra e 45% por contato com um roedor infectado.

Algumas formas de transmissão em humanas são:

  • Percutânea: por meio de lesões superficiais na pele, os arranhões (escoriações cutâneas), ou mordedura de roedores;
  • Contato do vírus com mucosa: pelos olhos, boca ou nariz, podendo acontecer por passar as mãos contaminadas com excretas de roedores nos locais;

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Transmissão de pessoa para pessoa

Embora existam diferentes tipos de hantavírus ao redor do mundo, apenas alguns tipos específicos são capazes de infectar pessoas, conforme a OMS. O principal transmissor é o Andes, que fica nas Américas. Ainda assim, ele permanece incomum.

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Quando a transmissão de humano para humano acontece, é sempre associada com uma proximidade muito grande e prolongada de uma pessoa contaminada com a outra, “particularmente entre membros da mesma casa ou parceiros íntimos”, como no caso do cruzeiro.

Nesta semana, o Ministério da Saúde relembrou que “mantém vigilância contínua em todo o território nacional, com ações de controle ambiental, orientação à população e monitoramento epidemiológico”.

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Sintomas

O vírus pode ficar encubado no corpo de três até 60 dias antes dos sinais aparecerem. Os principais sintomas iniciais são comuns em outras doenças também. São eles:

  • febre;
  • dor de cabeça;
  • dores musculares;
  • dores de estômago
  • náusea;
  • vômito.

Depois, a febre aumenta e pode passar dos 38ºC. Pode haver ainda desconforto respiratório, tosse seca e dificuldade de respirar, conforme o Ministério da Saúde.

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Qual o tratamento

Não há um tratamento ou vacina específicos para as infecções por hantavírus. No entanto, medidas terapêuticas ajudam. 

Como prevenir

  • Manter os ambientes limpos;
  • Selar aberturas que possam deixar com que roedores invadam o local;
  • Guardar a comida de forma segura;
  • Usar práticas para limpeza em áreas contaminadas por roedores;
  • Evitar varrer ou aspirar excrementos de roedores;
  • Umedeça as áreas contaminadas antes da limpeza;
  • Higienize as mãos.

Veja vídeo:

Rio Grande do Sul confirma 2 casos de Hantavírus; um deles resultou em óbito

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