Tecnologia, tradição, cuidados com a saúde e as questões ambientais estiveram entre os tantos trabalhos apresentados pelas escolas nesta quarta-feira (17), segundo dia da 13ª Mostra de Tecnologia e Inovação com Ciências, a Motic São Leo 2025. O evento ocorre no Ginásio Municipal Celso Morbach, em São Leopoldo, envolvendo 94 escolas e a apresentação de 254 projetos nos três dias de ação.
A quarta-feira marcou o início da apresentação dos trabalhos de 4º ao 9º ano, Educação de Jovens e Adultos (EJA), Ensino Médio e Técnico. Hoje (18), último dia de evento, eles seguem apresentando seus projetos para avaliação dos jurados e, posterior, premiação, que deve ocorrer às 18h.
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Mudanças climáticas
As mudanças climáticas foram o tema escolhido pelas alunas do 6º ano da Escola Gusmão Britto, Lara Cecília de Oliveira, Giovana Vargas, Valentina da Silva Pons, ambas de 12 anos. “A gente tem visto que, nesses últimos tempos, as mudanças climáticas têm se agravado muito, provocando muitas enchentes, secas”, justificou Giovana. Como parte das soluções para o problema, elas levaram à Motic uma maquete ilustrando o que seria uma cidade sustentável.
“Ela representa um estilo de vida mais sustentável, sugerindo que devemos: colocar placas solares nas casas, para diminuir o custo de energia; separar o lixo corretamente; plantar mais vegetais, frutas e verduras sem agrotóxicos para não prejudicar o solo; usar mais transporte público, onde cabem mais pessoas de uma vez só; a gente deve também usar a energia eólica, que é a energia do vento; construir banhados perto de rios para que as águas não transbordem; plantar mais árvores para o oxigênio; e devemos utilizar mais lâmpadas de leds”, explicou Giovana, mostrando o que trazia a maquete.
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Embalagens comestíveis produzidas por alunas
As estudantes do 1º ano do Ensino Médio do Colégio São José, Paola Santos Brand, Maria Fernanda Wülland de Oliveira e Ana Luisa Teche, ambas de 16 anos, também focaram na temática ambiental, com o projeto Embalagens Coméstíveis. “A gente tem notado que, com o crescimento global da população e da industrialização entre vários setores, como farmacêutico, de cosméticos e alimentícios, eles estão fazendo cada vez mais descarte indevido do lixo em qualquer lugar”, disse Maria Fernanda.
“E pensando nisso nós tentamos achar uma maneira mais sustentável de reduzir o uso de embalagens convencionais nesses setores. E, por isso, nós escolhemos o biofilme comestível, que demora menos tempo para se decompor do que o plástico convencional, que demora mais de 500 anos”, complementou Paola. “Mas o nosso trabalho teve uma inovação. O objetivo dele foi produzir esses biofilmes à base do amido da fécula de mandioca, junto com diversos aditivos, como semente de abóbora, sorbitol, casca de cebola e bagaço da goma de bergamota”, ponderou Ana Luisa.
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Sem glúten e sem lactose
Para ilustrar, as meninas levaram ao estande, todos os aditivos que foram usados no processo feito totalmente por elas. “Os aditivos servem para trazer propriedades”, destacou Ana, “E também para ver se lhes adicionam alguma coisa a mais, ou seja, se eles melhoram o biofilme”, completou Maria.
No final, elas conseguiram produzir uma espécie de plástico comestível, sem glúten e sem lactose, e que pode ser ingerido tanto por humanos como por animais. “E usamos vários ingredientes que são desperdiçados, como bagaço da goma da bergamota”, lembrou Ana.
A Motic São Leo é promovida pela Secretaria Municipal de Educação (Smed), com parceria do Sesc São Leopoldo e o apoio do Conselho Regional dos Técnicos Industriais do RS (CRT-RS).