Um dos grandes destaques do futebol mundial na atualidade, o francês Kylian Mbappé, de 27 anos, já se manifestou politicamente em alguns momentos, fazendo algo que geralmente os atletas não costumam fazer. Um fato curioso é que o futebolista já até expôs o seu lado político e fez campanha pedindo votos para um presidente de esquerda na França. A seguir, saiba mais sobre essa história.
A postura do jogador ganhou destaque internacional durante a Eurocopa de 2024, quando a França vivia um dos momentos políticos mais delicados dos últimos anos. Na ocasião, o país realizava eleições legislativas antecipadas após uma crise política que ampliou a polarização entre diferentes grupos ideológicos.
O posicionamento político de Mbappé
Diferente de jogadores que evitam manifestações públicas sobre temas eleitorais, Mbappé decidiu utilizar sua visibilidade para incentivar a participação popular nas urnas. Em entrevistas concedidas durante a Eurocopa, o capitão da seleção francesa afirmou que os jovens precisavam se mobilizar diante do crescimento de movimentos considerados extremistas no cenário político nacional.
O atleta declarou que a França vivia um momento decisivo e demonstrou preocupação com a possibilidade de partidos de extrema direita ampliarem seu poder institucional. O discurso foi interpretado por analistas e veículos da imprensa europeia como um posicionamento claro em favor de grupos ligados ao campo progressista e de centro-esquerda que tentavam barrar o avanço da direita radical.
Na prática, embora não tenha atuado como integrante de um partido político, Mbappé deixou evidente qual lado defendia dentro do debate eleitoral francês.
O apelo contra a extrema direita
O posicionamento ficou ainda mais explícito após o primeiro turno das eleições legislativas de 2024. Naquele momento, o partido Reagrupamento Nacional (RN), associado à líder política Marine Le Pen, havia obtido um resultado histórico nas urnas.
Poucos dias depois, Mbappé voltou a se manifestar publicamente. Durante entrevista coletiva antes de uma partida da seleção francesa, o atacante classificou o cenário como preocupante e pediu que a população comparecesse às urnas para impedir o avanço da extrema direita no segundo turno.




