Luca Zidane estreou numa Copa do Mundo de forma que poucos gostariam. Titular da Argélia na derrota por 3 a 0 para a Argentina, no dia 16 de junho, o goleiro foi responsabilizado por dois dos três gols marcados por Lionel Messi e precisou recorrer a apoio psicológico para lidar com a pressão e as críticas que vieram na sequência.
A situação ganhou mais repercussão depois que imagens captadas pela FIFA mostraram Zinedine Zidane, pai do goleiro e um dos maiores nomes da história do futebol, balançando a cabeça negativamente enquanto acompanhava as falhas do filho.
Quebrou o silêncio
Em entrevista reproduzida pelo jornal inglês The Sun, Luca revelou que o cuidado com a saúde mental não é algo novo na sua rotina, mas que nunca tinha falado abertamente sobre o assunto. Para ele, a preparação mental tem o mesmo peso que a física no futebol de alto nível.
O goleiro afirmou que o trabalho com um preparador mental transformou sua relação com o esporte, especialmente num ambiente de tanta pressão quanto uma Copa do Mundo.
Sobre a relação com o pai, Luca disse que Zinedine quase nunca interfere no seu trabalho e que as cobranças mais frequentes vêm, na verdade, da mãe, Véronique Zidane, que costuma questioná-lo sobre suas atuações logo após os jogos.
Estresse após jogo contra a Argentina
No primeiro gol, Luca não conseguiu segurar um chute vindo de longe e sem ângulo, mesmo chegando a tocar na bola. No segundo, rebateu um chute de Mac Allister de forma mal-sucedida e a sobra ficou fácil para Messi completar. O terceiro, no canto, foi considerado sem chance para o goleiro.
Com a derrota, a Argélia precisava reagir ainda na fase de grupos. O segundo jogo da seleção no Grupo J foi contra a Jordânia. Com já uma derrota na fase de grupos, Luca e seus companheiros sofrem pressão por uma virada dentro e fora do campo.
Quem é Luca Zidane?
Nascido em 1998, na França, Luca cresceu nas categorias de base do Real Madrid e optou por defender a Argélia em nível internacional, país de origem da família paterna. Apesar do sobrenome, construiu uma trajetória própria. Hoje defende o Granada, da segunda divisão espanhola.
Antes mesmo da Copa começar, ele já enfrentava dificuldades. Em abril, sofreu fratura na mandíbula e no queixo após um choque durante uma partida entre o Granada e o Almería e chegou a ser dúvida para o torneio. Passou por cirurgia e entrou em campo contra a Argentina usando uma máscara ortopédica de proteção.




