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CRIMES NO BRASIL

Comidas mortais: Bolo de Reis, de pote, baião-de-dois e ovo de Páscoa envenenados; relembre casos que acabaram em morte

Assassinatos ocorreram no Rio Grande do Sul, em São Paulo, Piauí e Maranhão

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Publicado em: 05/06/2025 às 12h:53 Última atualização: 05/06/2025 às 12h:54
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O caso da jovem Ana Luiza das Neves, de 17 anos, chocou o Brasil. Assim como a fatalidade que matou três mulheres em Torres, no litoral norte gaúcho, no fim do ano passado, a adolescente do interior paulista comeu um bolo envenenado com arsênico.

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Além desses dois crimes que envolveram o mesmo veneno, oito pessoas morreram por envenenamento no Piauí e duas crianças foram assassinadas no Maranhão, todas após ingestão de chumbinho. Relembre os casos:

Cajus envenenados e, cinco meses depois, arroz contaminado

Os meninos Ulisses Gabriel, 7, e João Miguel Silva, 8, morreram após comerem cajus em agosto do ano passado. Inicialmente, a vizinha da família Lucélia Maria Gonçalves, foi presa pelo crime, mas ela acabou solta, visto que os assassinatos que ocorreram na sequência foram realizados durante a detenção da, até então, suspeita.

Em janeiro, seis pessoas morreram após comerem um baião-de-dois com uma substância tóxica semelhante ao chumbinho. Após as mortes, a Polícia constatou relação entre os casos e indiciou o casal Maria dos Aflitos e Francisco de Assis.

Maria matou uma das vizinha para incriminá-la e parecer que teria cometido suicídio após os crimes. Disse aos policiais que estava “cega de amor” e que acreditava que Assis cometeu os outros crimes para que eles vivessem sozinhos. “Ele queria só nós dois. Eu estava tão cega que não via o que ele fazia com meus meninos. Via e fazia que não via, de tão cega de amor por ele.”

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Comida envenenada: Mãe morre dias após perder dois filhos; irmão da mulher também morreu | abc+



Comida envenenada: Mãe morre dias após perder dois filhos; irmão da mulher também morreu

Foto: Reprodução/TV Globo

Bolo de Reis matou três pessoas em Torres

Maida Berenice Flores da Silva, 58, a irmã Neuza Denize dos Anjos, 65, e a filha Tatiana Denize dos Anjos, 43, morreram após comerem um Bolo de Reis em uma confraternização em família em Torres, no litoral norte do Rio Grande do Sul, dois dias antes do Natal. Dias depois, a Polícia descobriu que Deise Moura dos Anjos, 42, colocou arsênico na farinha usada pela sogra, Zeli Terezinha dos Anjos, para fazer o doce.

Ela também era investigada pela morte do sogro, Paulo Luiz dos Anjos, que faleceu em setembro do ano passado. O corpo dele foi exumado e a perícia comprovou a presença do veneno no organismo do idoso. 

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Deise foi encontrada morta dentro da Penitenciária Feminina de Guaíba em fevereiro deste ano, dias antes da conclusão do inquérito policial.

Bolo foi apreendido | abc+



Bolo foi apreendido

Foto: Polícia Civil/Reprodução

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Ovo de Páscoa envenenado

Duas crianças morreram após comerem um ovo de Páscoa em Imperatriz, no Maranhão, no dia 17 de abril. O doce chegou na casa da família por meio de um motoboy, com o bilhete: “Com amor, para Mirian Lira. Feliz Páscoa.

Mirian é a mãe das crianças, a única sobrevivente do envenenamento por chumbinho, e também atual companheira do ex de Jordélia Pereira Barbosa, apontada como suspeita de colocar o veneno no chocolate. Além de presa, ela perdeu a guarda dos dois filhos.

Ovo de Páscoa envenenado: Morre mais uma pessoa que comeu o doce | abc+



Ovo de Páscoa envenenado: Morre mais uma pessoa que comeu o doce

Foto: Reprodução

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Bolo no pote com arsênico

Ana Luiza recebeu um bolo de pote sem procedência no último sábado (31), enviado por um motoboy. O doce apresentava apenas com um bilhete com os dizeres: “Um mimo pra menina mais bonita que eu já vi“.

A adolescente passou mal na sequência, mas morreu cerca de 24 horas depois. No domingo (1º), a suspeita, colega de Ana Luiza, admitiu o crime por ciúmes. Ela ainda estava na casa da família da vítima quando a morte foi confirmada e, segundo o pai, não demonstrou remorso.

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“Gente, eu juro por Deus, eu quero agradecer quem me deu isso”

Bebedouros envenenados

Em março deste ano, um homem foi preso por colocar soda cáustica em um bebedouro da empresa onde trabalhava no bairro Industrial, em Canoas, região metropolitana de Porto Alegre. Apesar do caso não ter resultado em mortes, duas pessoas chegaram a ser hospitalizadas.

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Na época, conforme a Polícia Civil, o suspeito disse que pretendia “pregar uma peça” nos colegas.

Veja o momento em que homem coloca soda cáustica em bebedouro de empresa em Canoas

*Com informações de G1, CNN e Metrópoles

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