Segue repercutindo nesta quarta-feira (12) o acidente inusitado envolvendo um Boeing 737 Max 8 da Gol e uma picape de serviço utilizada na área interna do Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, no Rio de Janeiro, ocorrido às 22h10 desta terça-feira (11). Não houve feridos e nem comprometimento das operações no aeroporto.

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Horas após o acidente, o avião foi recolhido para o hangar da United Airlines. A dimensão dos estragos começou a ser avaliada nesta manhã. Imagens revelam que a picape S10 de cor amarela envolvida no acidente teve a cabine totalmente destruída e que o Boeing teve danos na “barriga” e no trem de pouso.
A maioria dos passageiros já chegou ao destino, que era a cidade de Fortaleza, no Ceará. A Gol disponibilizou um voo extra por volta das 2h30 no mesmo aeroporto. Alguns passageiros optaram por ficar no Rio de Janeiro e, segundo a companhia aérea, receberam assistência. As circunstâncias do acidente já estão sendo investigadas pela Aeronáutica.

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“Deu um barulhão”
Uma aposentada de 66 anos que mora em Porto Alegre estava no avião. Em mensagem de áudio enviada a familiares momentos após o acidente ela narrou a situação. “A gente ainda não sabe o que aconteceu, eles não deram aviso nenhum. Estamos parados na pista”, informou.
“O avião foi decolar e deu um barulhão. Se desgovernou, foi freando, freando até que parou de andar. Estamos aqui dentro, sentados esperando. Ninguém nos falou nada. Vemos que estão botando espuma nos motores”, acrescentou.
Em troca de mensagens com os familiares, a gaúcha disse que houve demora na retirada dos passageiros. Enquanto aguardavam a abertura das portas eles ficaram sem ar condicionado e algumas crianças chegaram a passar mal. A Gol ainda não emitiu comentários sobre o tempo de retirada dos passageiros.
A aposentada, moradora de Porto Alegre, havia decolado por volta das 17 horas no Aeroporto Internacional Salgado Filho com destino a Fortaleza, com conexão no Rio de Janeiro.
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