Apresentado em outubro de 2025 com 23 pórticos free flow ao custo de R$ 0,21 por quilômetro, o Bloco 1 de Concessões está passando por alterações antes do lançamento do edital, previsto para o mês de junho. Modificações estudadas pelo Piratini vão reduzir para 14 o número de pórticos pedagiados, diminuindo também o valor do quilômetro para R$ 0,19.
Durante evento promovido pelo Setcergs e Federasul em fevereiro, o governador Eduardo Leite (PSD) confirmou algumas mudanças, como a retirada da RS-040 e da RS-466 do grupo de rodovias que devem ser concedidas à iniciativa privada. Outra alteração prevista é a manutenção da RS-118 no bloco ao menos até a conclusão das obras de duplicação de 15,8 quilômetros.

Foto: Juliano Piasentin/GES-Especial
A obra será no trecho entre Gravataí e Viamão e está programada para ocorrer entre o 9º e 10º ano de concessão. Sem pedágios conjecturados, a rodovia teria sua manutenção realizada pelo Estado, deixando o Bloco 1 ao fim das intervenções.
Outras alterações ainda não são oficiais, mas foram apresentadas pelo Estado em reunião na última terça-feira (28) no Centro Administrativo Fernando Ferrari (CAFF). O encontro contou com a presença do governador Eduardo Leite e representantes do Setcergs, Federasul, Fiergs e outras entidades representativas.
A apresentação mostrou que o governo pretende reduzir o valor do quilômetro em até R$ 0,02, passando a cobrar R$ 0,19, um centavo acima da tarifa prevista para o Bloco 2, este mais adiantado. Essas modificações também significam a redução no número de pórticos, que passaria a contar com 14 pontos free flow instalados em cinco rodovias: RS-020, RS-115, RS-235, RS-239 e RS-474.
A RS-010, com previsão de ser construída do zero, que vai servir como alternativa para a ligação entre o Vale do Sinos e Porto Alegre, também conta com três pórticos free flow no projeto original. Tanto a construção da Rodovia do Progresso quanto os pedágios estão mantidos pelo Estado. No entanto, o custo da obra, estimada em R$ 600 milhões, será incluído no contrato de concessão a partir da conclusão da intervenção.
O formato vai possibilitar que os três pórticos previstos para Cachoeirinha, Sapucaia do Sul e Campo Bom entrem em funcionamento. Já a RS-239 terá um ponto de cobrança a menos do que a previsão inicial, passando de seis para cinco.
Os valores do free flow em Três Coroas (RS-115), Novo Hamburgo, Araricá, Parobé, Taquara e Campo Bom (RS-239), Gravataí, Taquara, Igrejinha e São Francisco de Paula (RS-020) também serão reduzidos (confira abaixo).
Atualização de Valores:
RS-115
- Três Coroas: de R$ 3,92 para R$ 3,54
- Gramado: mantido em R$ 4,62
RS-239
- Novo Hamburgo: de R$ 3,11 para R$ 2,63
- Araricá: de R$ 3,28 para R$ 2,41
- Parobé: de 3,44 para R$ 3,01
- Taquara: de R$ 2,08 para R$ 1,84
- Campo Bom: de R$ 2,93 para R$ 2,84
RS-020
- Gravataí: de R$ 4,26 para R$ 3,91
- Taquara: de R$ 4,27 para R$ 5,14
- Igrejinha: de R$ 4,79 para R$ 3,16
- São Francisco de Paula: de R$ 6,98 para R$ 3,89
RS-235
- Gramado: mantido em R$ 3,53
RS-474
- Rolante: mantido em R$ 2,90
- Santo Antônio da Patrulha: mantido em R$ 4,02
Como fica o Bloco 1?
RS-040: Será retirada do Bloco 1, reduzindo o valor previsto no orçamento total do contrato. Duplicada apenas em Viamão, até o trecho da localidade de Águas Claras, a rodovia não receberá nova duplicação.
Com a provável extinção da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), será administrada pelo Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer). O governador não descarta um pedágio comunitário para administrar a conservação da estrada.
RS-118: Será mantida no Bloco 1 ao menos até a conclusão das obras de duplicação de 15,8 quilômetros no trecho entre Gravataí e Viamão. Inicialmente programada para ocorrer entre o 9º e 10º ano de concessão, mas que pode ter o cronograma antecipado.
A rodovia não será pedagiada, com isso a manutenção permanecerá sendo responsabilidade do Estado. Após a finalização das duplicações, a estrada deixa de pertencer ao bloco, passando a ser 100% administrada pelo Daer, com possibilidade de ser concedida no futuro.
RS-020: Investimentos serão otimizados após revisão dos volumes de tráfego indicar essa possibilidade. A duplicação prevista após a Fazenda Fialho (KM 31,6) em Taquara até o trecho de São Francisco de Paula não será efetuada.
Atendendo a questões de segurança viária, serão implementadas terceiras faixas em 11 quilômetros (KM 51,3 ao KM 85) nos municípios de Taquara e São Francisco de Paula.
RS-235: Revisão dos volumes de tráfego indicou a possibilidade de otimizar os investimentos. Portanto, o trecho de Nova Petrópolis não será mais duplicado. Duplicações serão efetivadas apenas entre os KMs 30,6 e 32,8 (Gramado, nas proximidades do Laghetto Resort Golden), aém do segmento até o Santuário de Caravaggio.
RS-466: Rodovia será retirada da concessão. Popularmente conhecida como Estrada do Caracol, em Canela, a via passará a ser administrada pela prefeitura local.
RS-010: Foram apresentados dois caminhos possíveis para a Rodovia do Progresso. Estudos feitos pelo Daer apuram e estimam custos de implementação. Entretanto, são considerados iniciais, sem conseguir estimar exatamente o valor da construção da RS-010.
Um dos caminhos apontados pelo governador é prever a obrigação da futura concessionária em construir a rodovia e inserir parte destes custos nas tarifas do Bloco 1 apenas quando a obra for concluida.
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